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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A diabólica estratégia do governo para não pagar o piso

Reproduzo postagem de Euler Conrado no Blog do Euler

Contracheque no nosso combativo amigo Gleiferson, de São José da Lapa.
Mais uma prova de que o governo não paga o piso.


A diabólica estratégia do governo para não pagar o piso


por Euler Conrado


Antes de iniciar o tema deste post, quero registrar aqui um BRAVO! muito especial a todos os guerreiros e guerreiras educadores de Minas e do Brasil, pela luta corajosa que têm (temos) travado contra os governos, no nosso caso, especialmente contra o desgoverno de Minas.

É importante enfatizar a manifesta disposição de luta da nossa categoria, através de várias iniciativas. Educadores de muitas escolas aderiram ao nosso movimento a partir do dia 1º de agosto. Por toda parte, é grande a movimentação dos educadores, aceitando o desafio que lançamos aqui, com o texto intitulado "Verás que um filho teu não foge à luta". Queroparabenizar cada educador que atendeu ao chamado de luta e resistência contra os ataques do governo.

terça-feira, 19 de julho de 2011

"Conto de uma cidade surreal"


Uma amiga me mandou essa excelente crônica do prof. José Luiz Quadros de Magalhães, publicada em seu blog.

Achei muito interessante a forma de colocar a relação do Estado com os pobres. A ideia central: “Para proteger a integridade física das pessoas a polícia foi chamada e violou a integridade física das pessoas!!”.

Muito bom!!



José Luiz Quadros de Magalhães

Era uma vez uma cidade que se tornou metrópole. Muito jovem foi submetida à ganância de empreiteiros que construíram muitos prédios. Prédios e mais prédios. Asfaltaram tudo. Homens empreendedores fizeram enormes crateras em suas lindas montanhas. Nesta bela cidade, com um pôr do sol tão lindo que deu o nome a nossa cidade, (contam isto uma vez que seus habitantes não tinham mais tempo de olhar o sol nem a lua), havia muita desigualdade. Em uma distância muito pequena alguns dos seus habitantes viviam em aglomerados (um monte de gente apinhada em um espaço pequeno) enquanto outros viviam em condomínios fechados (pouca gente vivendo em espaços grandes e murados para se defenderem dos apinhados).

Os apinhados resolveram, num certo dia, fazer uma festa. Festa tradicional onde dançavam quadrilha, tomavam quentão e comiam pipoca, amendoim e outras coisas que não se podia comer todo dia.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Segue a greve nas Universidades Federais


Reproduzo artigo de Elaine Tavares, publicado no Jornal Brasil de Fato.



Os trabalhadores em greve estão firmes na certeza de que a luta forte e unificada pode fazer o governo ceder

14/07/2011

Elaine Tavares

A greve dos trabalhadores das Universidades Federais chegou a um impasse. Passados 37 dias do início do movimento, o governo de Dilma Roussef encaminhou um ultimato aos trabalhadores: só com a saída da greve se dispõe a abrir uma mesa para discutir a pauta. Ao que parece a postura autoritária do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, pode se tornar uma regra geral entre os governantes do país. No estado catarinense, os professores estaduais estão em greve há quase 60 dias, esperando que o governo simplesmente cumpra a lei que determina o pagamento do Piso Nacional. Colombo não cumpre a lei e tampouco se dispôs a negociar, exigindo que os professores saíssem da greve para apresentar qualquer proposta. Os professores não saíram e ele, autoritariamente, enviou um projeto de lei ao legislativo, sem considerar as propostas dos trabalhadores e cortando seus salários.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sind-UTE/MG Informa nº36

Informe do Sind-UTE/MG trás várias informações da situação atual das condições de trabalho que os professores enfrentam cotidianamente. Trás também respostas a várias acusações que o Governo Anastasia Fora-da-Lei tem feito para tentar desmoralizar e criminalizar a lutas dos professores. Por fim, o Informe trás também as ações que o sindicato tem feito para tentar trazer ganhos reais para a categoria.

É importante que fique claro para todos: a luta é para além do aumento dos salários, trata-se, pois, de uma luta pela carreira que foi extinguida pelo Anastasia.

Os professores estão na rua! Anastasia a culpa é sua!!
 
 

É Greve!!!

Por Adriano de Paula no blog Dialogue...



Se o governo de Minas apostava no enfraquecimento da Assembleia dos educadores, não foi o que aconteceu. Os profissionais  da rede estadual de ensino, reunidos em Assembleia decidiram de forma unânime pela continuidade da greve que está em curso desde o dia 08 de junho. Os educadores cobram o cumprimento do Piso Salarial Nacional e estão dispostos a permanecerem longe das escolas até que o governo cumpra a lei do piso (lei 11.738/08).

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Google e Facebook não têm nada de revolucionário

Reproduzo texto do blog Pílulas Diárias


As revoltas na África, Oriente Médio e Europa animam a esquerda mundial. O entusiasmo é ainda maior em relação às ações organizadas através das “redes sociais”. Muito justo. Mas, vamos com calma.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Trabalhadores em Educação realizam caça ao Governador Fora da Lei

Recebi esta notícia por e-mail e não sei onde ela foi publicada. Contudo sei que é verídica. Professores de Minas, vamos caçar esse Governador que anestesia os salários dos servidores do Estado e que acabou com a carreira dos professores!!

Seguindo a dica da Carol, esta notícia foi publicada no site do Sind-UTE - MG.

É dessa forma que o Governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia trata os professores estaduais. Foto tirada do site Fato Real


Manifestações em São João Del-Rey (01/07) e em Rio Espera (02/07), organizadas pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE/MG), reforçaram a denúncia que o Governador do Estado de Minas Gerais, Antonio Anastasia, não cumpre a lei federal 11.738, que regulamenta o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). O Governador esteve nestes locais cumprindo agenda oficial, mas permanece por pouco tempo em função dos atos.

Sindifisco-MG chama ato público pela Campanha do Imposto Justo


O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais – Sindifisco-MG – está convocando a população para participar de um ato público pela Campanha do Imposto Justo. Esse ato será às 14 horas da próxima quinta-feira, 07/07/2011, na praça 7, em BH.

Abaixo reproduzo um informe do Sindifisco-MG falando sobre a Campanha e os impostos que são pagos em Minas Gerais.


"Defendemos a diminuição do ICMS para os bens e serviços essenciais e a redução do preço final, na mesma proporção, para os consumidores", explicou. Como exemplo, citou quanto de ICMS a população paga em Minas: na conta de luz - 43% da tarifa; em cada litro de gasolina - 37%; na conta de telefone - 33%. "Enquanto isso, as mineradoras não pagam nada (0%) de ICMS no minério de exportação"


PIG: “Esses trabalhadores estão impossíveis”

Manchete do jornal Estado de Minas:
"Epidemia de greves é ameaça"

Por Rodrigo Dugulin, para o Lavando Louças

O PIG em Minas já está nos alertando há algum tempo. Quando abro o Estado de Minas, posso escutar: “Esses trabalhadores estão impossíveis! Por que ficam querendo melhores condições de trabalho, melhores salários??”

Depois dos trabalhadores das obras do Estádio Mineirão ficarem em greve, agora é a vez dos trabalhadores das obras da trincheira da Avenida Antônio Carlos, que fica na região do estádio. O que eles reivindicam? Coisas absurdas, como hora extra de 100%, plano de saúde, fornecimento de refeições, tíquete alimentação, participação nos lucros, equiparação do salário com os trabalhadores das obras do Mineirão (que conseguiram 4% de aumente com a greve) e de melhores condições de trabalho. Ah, além disso tem a exigência absurda de que os banheiros químicos da obra sejam lavados mais de uma vez por semana, que a feijoada tem mais carne e menos osso e que o pão venha com manteiga!!! Quem esses operários pensam que são!?




quarta-feira, 22 de junho de 2011

Charge Latuff: Sérgio Cabral e os bombeiros do RJ

Mais uma charge do Carlos Latuff:



A greve é um direito conquistado pelos trabalhadores



Editorial do Brasil de Fato ed.434: Reconquistar o direito de greve

Hoje mesmo postei um artigo escrito por mim defendendo que as lutas dos trabalhadores agora não são, ou não mais devem ser, somente por salários ou melhores condições de trabalho e que o momento nos exige lutas pela liberdade de expressão, pelo direito de lutarmos.

Na mesma linha, abaixo reproduzo o Editorial do Jornal Brasil de Fato, da edição desta semana (nº434)


"Eis um desafio decisivo para a classe trabalhadora. Reconquistar o direito de greve não será obra de apenas uma categoria e exigirá a unidade do movimento sindical, que segue se pulverizando, consumido em disputas internas pela disputa dos aparatos. Pautar a reconquista do direito de greve, denunciar seu esvaziamento é uma tarefa que não pode ser postergada e deve ser priorizada pelos que apostam na construção de uma concepção classista no movimento sindical."



Se uma greve não pode interromper a produção
ou os serviços não tem eficácia

22/06/2011

Editorial ed. 434

Nas últimas semanas, importantes categorias enfrentaram suas campanhas salariais nas várias regiões do país. Entre elas, os metroviários, eletricitários, urbanitários, condutores de ônibus, ferroviários e trabalhadores em saneamento. Todos enquadrados no conceito de trabalhadores em atividades essenciais. A lei exige que publiquem editais com 72 horas de antecedência avisando a população da greve. Assim que os editais são publicados o Ministério Público do Trabalho ingressa com um pedido de liminar sobre a greve. Antes mesmo da greve se iniciar os Tribunais Regionais do Trabalho concedem liminares exigindo que até 90% dos trabalhadores permaneçam trabalhando, assegurando o atendimento dos serviços considerados “inadiáveis”. Estabelecem multas de até R$ 200 mil reais por dia, caso os sindicatos não cumpram a ordem judicial. O valor da multa e os percentuais variam em cada região, mas sempre determinam que se assegure 100% das atividades em funcionamento.

Como é possível uma greve com apenas 10% dos trabalhadores?

A luta é por LIBERDADE!

Infelizmente não consegui descobrir quem é o autor.
A greve dos policiais civis de Minas Gerais continua... junto com eles agora também estão os professores da rede estadual... os trabalhadores das obras do Mineirão estavam em greve (voltaram a trabalhar nessa semana)... Os trabalhadores da saúde estão em alerta... nacionalmente temos vários estados nos quais professores, bombeiros, policiais, servidores administrativos das universidades federais, trabalhadores da Wolksvagem no Paraná, estudantes universitários e secundaristas... Várias dessas greves e protestos tiveram ao menos uma coisa em comum: foram criminalizadas e fortemente reprimidas, seja via judiciário, seja por meio dos batalhões de choque da Polícia Militar.

E fica uma pergunta no ar: quantos desses acontecimentos foram notícia na imprensa burguesa? Há um silêncio, um esforço intencional em não noticiar todas essas mobilizações. Afinal, não interessa que os trabalhadores saibam que há trabalhadores em movimento, organizados, lutando por melhores condições de trabalho e vida.


Não se trata mais de lutar por salários. Agora a luta é maior, a luta é por democracia, pelo direito de se manifestar, pelo direito de liberdade de expressão.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Brasil: que País é esse? (II)

por Roberta Traspadini, no site do Brasil de Fato:


A história da dominação no Brasil encontra no capitalismo uma forma sem precedentes de apropriação da riqueza por poucos sujeitos

14/06/2011

Roberta Traspadini

Uma das características marcantes do modo de produção capitalista é a necessidade de criar mecanismos de conformação e manutenção de poder.

Entre eles, está a divisão social e internacional do trabalho e a lógica de funcionamento que provoca mutações para que os órgãos vitais apareçam e se desenvolvam como não vitais.

A separação dos sujeitos da realização de suas vidas, a precarização das condições de trabalho e de pertença aos territórios, acentuou os vínculos de dependência e subordinação dos que vivem da venda de seu trabalho.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

István Mészáros no Brasil


Considerado um dos principais pensadores marxistas da atualidade, o filósofo István Mészáros vem ao Brasil para lançamento de dois livros.


Reproduzo aqui entrevista feita por e-mail pela jornalita Claudia Antunes e publicada na Folha de São Paulo.



Europa virou sistema de partido único, diz filósofo húngaro


CLAUDIA ANTUNES
DO RIO

A última crise financeira enterrou os resquícios de diferença entre social-democratas e conservadores na Europa e vale para o continente a frase que o escritor Gore Vidal cunhou para caracterizar os EUA: é um sistema de um só partido com duas alas direitistas.

A afirmação é do filósofo húngaro István Mészáros, professor emérito da Universidade de Sussex (Reino Unido), que chega ao Brasil nesta semana para lançar livros e fazer palestras em quatro capitais. "É irônico que na Grécia e na Espanha a tarefa de impor uma dureza cada vez maior aos trabalhadores tenha sido passada a governos ditos socialistas e assumida por eles. Se quisermos superar a paralisia imposta pelo 'sistema de partido único', é preciso mudar o processo de tomada de decisões políticas", disse ele em entrevista à Folha.

Considerado um dos principais teóricos marxistas vivos, Mészáros, 81, deixou a Hungria após a invasão soviética de 1956. Se notabilizou pelas críticas à gestão opressiva no antigo bloco socialista, contidas em seu livro "Para Além do Capital" (Boitempo). Para ele, a crise que se manifesta hoje nos países ricos é estrutural e não parte dos movimentos cíclicos tradicionais do capitalismo. Portanto, diz, não está no horizonte uma "longa onda ascendente" de recuperação econômica.

Mészáros participa neste mês no Brasil de eventos de lançamento de um livro de ensaios em sua homenagem ("István Mészáros e os Desafios do Tempo Histórico") e do segundo volume de sua obra "Estrutura Social e Formas de Consciência", ambos da editora Boitempo. As apresentações ocorrerão no dia 8 em São Paulo e em seguida em Salvador (dia 13), Fortaleza (dia 16) e Rio de Janeiro (dia 20).

Charge Latuff: Ségio Cabral e os bombeiros do Rio de Janeiro

O trabalho acabou? - Artigo de Vito Gianotti

Reproduzo artigo de Vito Gianotti, no site do Brasil de Fato




O trabalho continua e com ele a luta de classes. A realidade mostra isso. Aumento da exploração, dos acidentes com mortes e resposta com revoltas e greves
03/06/2011

Vito Giannotti

Desde a falência das experiências socialistas do século 20, seladas pela queda do muro de Berlim, em 1989, muitos perderam a esperança num futuro, livre, justo e solidário. Muitos teóricos intelectuais, chefes de partido ou aguerridos militantes de esquerda se apressaram em dizer que o socialismo acabou, que a história chegou ao fim. E, com isso, as classes e a luta de classes teriam acabado. Nesta toada, quase todos os partidos comunistas esqueceram suas raízes e logo mudaram até de nome. O mesmo aconteceu com os partidos socialistas. A visão de muitos ex-esquerdas sejam estes professores-doutores, burocratas da esquerda bem comportada ou antigos militantes radicais, pode se resumir a três “adeus”: adeus ao trabalho, adeus à luta de classes, adeus ao socialismo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A Comuna de Paris contado em imagens



A revista Caros Amigos, em homenagem aos 140 anos da Comuna de Paris, lançou uma publicação contando esse acontecimento histórico para a classe trabalhadora em imagens.

Para ver todas as imagens e ler um pouco sobre essa história, clique aqui.

Em vídeo, líder extrativista anunciou a própria morte


Do site do Brasil de Fato, reportagem e vídeo com José Cláudio Ribeiro da Silva, o Zé Castanha, assassinado na terça-feira (24) com sua companheira, Maria do Espírito Santo.





Mesmo com a morte anunciada, Zé Castanha não recebia nenhuma proteção especial do Estado

25/05/2011
Da redação

O extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva, assassinado na terça-feira (24) junto com a mulher Maria do Espírito Santo, deixou um vídeo gravado em novembro de 2010 em que anunciava que estava sendo perseguido. Durante uma palestra sobre sua atividade de castanheiro, Zé Castanha, como é conhecido, disse que estava sendo ameaçado de morte por sua luta contra a exploração desenfreada da floresta Amazônica por madeireiras e carvoarias.




“Sou castanheiro desde os sete anos de idade, vivo da floresta. Protejo ela de todo o jeito. Por isso, eu vivo com a bala na cabeça a qualquer hora. Eu vou pra cima e denuncio os madeireiros, os carvoeiros, e por isso eles acham que eu não posso existir. A mesma coisa que fizeram no Acre com Chico Mendes, querem fazer comigo. A mesma coisa que fizeram com a irmã Dorothy, querem fazer comigo. Eu posso estar hoje aqui conversando com vocês, daqui a um mês vocês podem saber a notícia que eu desapareci”, afirma.

 Mesmo com a morte anunciada, Zé Castanha mantinha sua luta e não recebia nenhuma proteção especial do Estado. Ele e a mulher faziam parte do Conselho Nacional de Populações Extrativistas, ONG fundada por Chico Mendes, e eram lideranças do Projeto Agroextrativista Praia Alta da Piranheira no Pará.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Brasil: pelo Clã Nordestino

Companheiros e companheiras do Lavando Louças,

Capa do álbum "A peste negra"
estou nesses últimos dias descobrindo e tentando pesquisar alguma coisa na internet sobre o grupo de Rap Clã Nordestino, do nordeste. As músicas que achei, principalmente no YouTube (link para essas músicas aqui), possuem letras fortes, que tratam da realidade da periferia, com recorte de classe e identificando o inimigo, ou seja, eles tem claro que o inimigo não é o governo, mas a burguesia.

Pretendo postar mais informações do Clã Nordestino aqui, assim que for descobrindo mais coisas. Contudo, tem poucas coisas sobre eles na internet, não há um site oficial e não consegui achar uma foto do grupo em alguma fonte mais confiável.

Quem souber mais informações do grupo, pode mandar para o e-mail lavandoloucas@yahoo.com.br, inclusive fotos e letras das músicas serão muito bem vindas.

Por enquanto, divulgo aqui a música "Todo ódio a burguesia", do álbum "A peste negra".