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sábado, 9 de julho de 2011

Banda larga popular?

Artigo de João Brant para o Jornal Brasil de Fato


A internet, que deveria ser tratada como um direito de todos os cidadãos, virou mercadoria com qualidade diferenciada de acordo com o preço

07/07/2011

João Brant

Saiu na última semana o acordo do governo com as empresas de telecomunicações para garantir pacotes populares para o serviço de banda larga. Aquilo que poderia ser um fato a comemorar tornou-se mais uma amostra de que o Brasil trata de forma diferenciada seus cidadãos.

Foi anunciado que a partir de 90 dias qualquer brasileiro poderá contratar um pacote de banda larga com velocidade de 1 Mbps a custo de R$ 35. Não é bem assim. Há vários limites nessa oferta, que não ficaram claros quando as medidas foram anunciadas.

terça-feira, 5 de julho de 2011

PIG: “Esses trabalhadores estão impossíveis”

Manchete do jornal Estado de Minas:
"Epidemia de greves é ameaça"

Por Rodrigo Dugulin, para o Lavando Louças

O PIG em Minas já está nos alertando há algum tempo. Quando abro o Estado de Minas, posso escutar: “Esses trabalhadores estão impossíveis! Por que ficam querendo melhores condições de trabalho, melhores salários??”

Depois dos trabalhadores das obras do Estádio Mineirão ficarem em greve, agora é a vez dos trabalhadores das obras da trincheira da Avenida Antônio Carlos, que fica na região do estádio. O que eles reivindicam? Coisas absurdas, como hora extra de 100%, plano de saúde, fornecimento de refeições, tíquete alimentação, participação nos lucros, equiparação do salário com os trabalhadores das obras do Mineirão (que conseguiram 4% de aumente com a greve) e de melhores condições de trabalho. Ah, além disso tem a exigência absurda de que os banheiros químicos da obra sejam lavados mais de uma vez por semana, que a feijoada tem mais carne e menos osso e que o pão venha com manteiga!!! Quem esses operários pensam que são!?




sexta-feira, 1 de julho de 2011

De pernas pro ar - por Roberto Malvezzi

Artigo de Roberto Malvezzi publicado no Jornal Brasil de Fato.




Apesar de 80% dos brasileiros serem contra as modificações no Código Florestal, a maioria dos deputados votaram a favor da aprovação das mudanças

29/06/2011

Roberto Malvezzi (Gogó)

Uma pesquisa do jornal Folha de S. Paulo demonstrou que 80% dos brasileiros são contra as modificações no Código Florestal propostas pelo deputado Aldo Rebelo. Mas no dia da votação, exatamente 410 deputados votaram a favor das mudanças e apenas 63 votaram contra.

Como explicar tamanha inversão? É que o Congresso em geral representa a sociedade, mas de ponta cabeça. Ali, uma minoria de ruralistas que compõem a sociedade brasileira, por força de sua grana transformada em voto, transforma-se em maioria. A pobre agricultura familiar, embora numericamente represente a esmagadora maioria dos agricultores, precisa pinçar algum parlamentar que ao menos se interesse por sua causa.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Charge Latuff: Sérgio Cabral e os bombeiros do RJ

Mais uma charge do Carlos Latuff:



A greve é um direito conquistado pelos trabalhadores



A luta é por LIBERDADE!

Infelizmente não consegui descobrir quem é o autor.
A greve dos policiais civis de Minas Gerais continua... junto com eles agora também estão os professores da rede estadual... os trabalhadores das obras do Mineirão estavam em greve (voltaram a trabalhar nessa semana)... Os trabalhadores da saúde estão em alerta... nacionalmente temos vários estados nos quais professores, bombeiros, policiais, servidores administrativos das universidades federais, trabalhadores da Wolksvagem no Paraná, estudantes universitários e secundaristas... Várias dessas greves e protestos tiveram ao menos uma coisa em comum: foram criminalizadas e fortemente reprimidas, seja via judiciário, seja por meio dos batalhões de choque da Polícia Militar.

E fica uma pergunta no ar: quantos desses acontecimentos foram notícia na imprensa burguesa? Há um silêncio, um esforço intencional em não noticiar todas essas mobilizações. Afinal, não interessa que os trabalhadores saibam que há trabalhadores em movimento, organizados, lutando por melhores condições de trabalho e vida.


Não se trata mais de lutar por salários. Agora a luta é maior, a luta é por democracia, pelo direito de se manifestar, pelo direito de liberdade de expressão.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A Comuna de Paris contado em imagens



A revista Caros Amigos, em homenagem aos 140 anos da Comuna de Paris, lançou uma publicação contando esse acontecimento histórico para a classe trabalhadora em imagens.

Para ver todas as imagens e ler um pouco sobre essa história, clique aqui.

domingo, 22 de maio de 2011

Quino (Argentina) explica "valores e símbolos do capitalismo" para as crianças!!!

Reproduzo aqui charges do cartunista argentino Quino, criador da tira "Mafalda", sobre como explicar os valores e símbolos do capitalismo para nossas crianças!

E bom café, rs!!!!



sábado, 7 de maio de 2011

União Estável Homoafetiva e Partido dos Militares Brasileiros - PMB

De um lado, o STF reconhece o direito a União Estável Homoafetivas para os homossexuais e do outro, é publicado no Diário Oficial da União do Estatuto do PMB – Partido Militar Brasileiro. Assistimos nessa semana um avanço em relação aos direitos civis, o direito de viver e amar quem quer que seja. Mas ao mesmo tempo ficamos receosos com as movimentações dos setores mais conservadores e da direita em geral, nesse processo de reorganização. A contradição fica ainda mais forte quando o Ministro da Defesa, Nelson Jobim declarou ontem que os direitos de militares com união estável com parceiros do mesmo sexo serão garantidos pelas Forças Armadas, como pensão por morte, por exemplo. Ah, e isso inclui-se aí o dep. Bolsonaro (PP-RJ), saudosista dos tempos de ditadura.


Direitos dos Homossexuais
É realmente uma grande vitória a conquista do reconhecimento das relações homoafetivas e do direito que os companheiros e companheiras tem. Não há qualquer argumento que justifique a diferenciação entre casais hetero e homossexuais. Os desdobramentos da decisão do STF se estendem a direito a pensão, adoção de crianças, herança, e por ai vai. Vale destacar que a decisão foi tomada por unanimidade.


O PMB
Sobre o PMB, é importante que vejamos esse fato dentro de um processo que a direita está passando no Brasil. Na última campanha para presidente, assistimos um desesperado José Serra se aliando aos setores mais conservadores da igreja, das Forças Armadas, da Mídia e da sociedade em geral, despolitizando o debate e levantando temas polêmicos para tentar tirar votos da outra candidata. Com a derrota nas urnas da direita “puro sangue”, encabeçada pelo PSDB e sua sombra, o DEM, a direita se viu perdida.
O prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, liderou a criação de um novo partido, o PSD – Partido Social Democrata – e levou junto consigo uma turma do PSDB e, principalmente, do DEM. Parece cedo ainda para vermos qual será o comportamento desse partido, mas ao que tudo indica, foi mais uma manobra de oportunismo, já que eles saíram da oposição ao governo para se colocarem numa posição de “neutralidade”.

Agora vimos publicação do estatuto do PMB. Tudo bem que ainda falta muito trabalho para que o partido seja realmente criado (parece que algo em torno de 468 mil assinaturas de apoio á criação do partido) e que a publicação do estatuto não garante nada. A principal pauta do partido será a segurança pública. Por isso defendem a revisão do Código Penal, da lei de Execução Penal e até mesmo do Estatuto da Criança e do Adolescente.

As palavras do Capitão Augusto Rosa, um dos principais mobilizadores em torno da nova legenda e capitão da PM de São Paulo, publicadas hoje no jornal Estado de Minas, são bastante claras, para bom entendedor:

“Onde há o caos, os militares são chamados para colocar a ordem. Nos ataques do PCC, na ocupação do Morro do Alemão, nas chuvas no Rio... E a política está um caos, dá para ver em todas as pesquisas que as instituições políticas são sempre as de menor credibilidade.”


Ps.: Como militares em exercício não podem, por lei, serem filiados a partidos políticas, a presidente provisória do PMB é a civil Andréa França Coelho Rosa, esposa do Capital Augusto Rosa;
Ps.2: Reproduzo aqui o final da reportagem do jornal Estado de Minas: “O público-alvo (do PMB) são as classes A e B, justamente as pessoas que moram em condomínios fechados e precisam andar em carros blindados”.

E viva a Revolução de 64!!!!

Charge Latuff: Pq os EUA protegeram as ditaduras no Golfo Pérsico

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A morte de Osama 2 - Por Elaine Tavares






Seguindo com as postagens, colocamos agora o artigo da jornalista Elaine Tavares. 


Abraços,
Lavando Louças




Nenhuma palavra sobre quebra de soberania, sobre invasão ilegal, sobre o absurdo de um assassinato
04/05/2011

Elaine Tavares

Imaginem vocês se um pequeno operativo do exército cubano entrasse em Miami e atacasse a casa onde vive Posada Carriles, o terrorista responsável pela explosão de várias bombas em hotéis cubanos e pela derrubada de um avião que matou 73 pessoas. Imagine que esse operativo assassinasse o tal terrorista em terras estadunidenses. Que lhes parece que aconteceria? O mundo inteiro se levantaria em uníssono condenado o ataque. Haveria especialistas em direito internacional alegando que um país não pode adentrar com um grupo de militares em outro país livre, que isso se configura em quebra da soberania, ou ato de guerra. Possivelmente Cuba seria retaliada e, com certeza, invadida por tropas estadunidenses por ter cometido o crime de invasão. Seria um escândalo internacional e os jornalistas de todo mundo anunciariam a notícia como um crime bárbaro e sem justificativa.

Mas, como foi os Estados Unidos que entrou no Paquistão, isso parece coisa muito natural. Nenhuma palavra sobre quebra de soberania, sobre invasão ilegal, sobre o absurdo de um assassinato. Pelo que se sabe, até mesmo os mais sanguinários carrascos nazistas foram julgados. Osama não. Foi assassinato e o Prêmio Nobel da Paz inaugurou mais uma novidade: o crime de vingança agora é legal. Pressuposto perigoso demais nestes tempos em que os EUA são a polícia do mundo.

Agora imagine mais uma coisa insólita. O governo elege um inimigo número um, caça esse inimigo por uma década, faz dele a própria imagem do demônio, evitando dizer, é claro, que foi um demônio criado pelo próprio serviço secreto estadunidense. Aí, um belo dia, seus soldados aguerridos encontram esse homem, com toda a sede de vingança que lhes foi incutida. E esses soldados matam o “demônio”. Então, por respeito, eles realizam todos os preceitos da religião do “demônio”. Lavam o corpo, enrolam em um lençol branco e o jogam no mar. Ora, se era Osama o próprio mal encarnado, porque raios os soldados iriam respeitar sua religião? Que história mais sem pé e sem cabeça.

E, tendo encontrado o inimigo mais procurado, nenhuma foto do corpo? Nenhum vestígio? Ah, sim, um exame de DNA, feito pelos agentes da CIA. Bueno, acredite quem quiser.

O mais vexatório nisso tudo é ouvir os jornalistas de todo mundo repetindo a notícia sem que qualquer prova concreta seja apresentada. Acreditar na declaração de agentes da CIA é coisa muito pueril. Seria ingênuo se não se soubesse da profunda submissão e colonialismo do jornalismo mundial.

Olha, eu sei lá, mas o que vi na televisão chegou às raias do absurdo. Sendo verdade ou mentira o que aconteceu, ambas as coisas são absolutamente impensáveis num mundo em que imperam o tal do “estado de direito”. Não há mais limites para o império. Definitivamente são tempos sombrios. E pelo que se vê, voltamos ao tempo do farwest, só que agora, o céu é o limite. Pelo menos para o império. Darth Vader é fichinha!

Elaine Tavares é jornalista

A morte de Osama 1 - Por Frei Betto





Companheiros e companheiras,

essa é a primeira de várias postagens sobre a morte de Osama Bin Laden e a cobertura da grande mídia sobre o fato.

Gostaríamos de começar com um artigo do Frei Betto, que nos leva a olhar o fato sob um lado que passa desapercebido pela grande mídia.

Abraços,
Lavando Louças


Frei Betto*

05/05/2011

Estranho que a CIA, ao declarar que assassinou Osama Bin Laden, não tenha exibido o corpo, como fez à sobeja com outro “troféu de caça”: Ernesto Che Guevara.

Bin Laden saiu da vida para entrar na história. Até aí, nada de novo. A história, da qual poucos têm memória, está repleta de bandidos e terroristas, cujos nomes e feitos quase ninguém lembra. Os mais conhecidos são o rei Herodes; Torquemada, o grande inquisidor; a rainha Vitória, a maior traficante de drogas de todos os tempos, que promoveu, na China, a Guerra do Ópio; Hitler; o presidente Truman, que atirou bombas atômicas sobre as populações de Hiroshima e Nagasaki; e Stálin.

O perigo é que Osama passe da história ao mito e, de mito, a mártir. Sua morte não deveria merecer mais do que uma nota nas páginas interiores dos jornais. No entanto, como os EUA são um país necrófilo, que se nutre de vítimas de suas guerras, Obama transforma Osama num ícone do mal, atiçando o imaginário de todos aqueles que, por alguma razão, odeiam o imperialismo estadunidense.

Saddam Hussein, marionete da Casa Branca manipulada contra a revolução islâmica do Irã, demonstrou que o feitiço se volta contra o feiticeiro.

Desde 1979, Osama bin Laden tornou-se o braço armado da CIA contra a ocupação soviética no Afeganistão. A CIA ensinou-o a fabricar explosivos e realizar ataques terroristas, movimentar sua fortuna através de empresas-fantasmas e paraísos fiscais, operar códigos secretos e infiltrar agentes e comandos.

“Bin Laden é produto dos serviços americanos”, afirmou o escritor suíço Richard Labévière. Derrubado o Muro de Berlim, desde 1990 Bin Laden passou a apontar seu arsenal terrorista para o coração de Tio Sam.

O terrorismo é execrável, ainda que praticado pela esquerda, pois todo terrorismo só beneficia um lado: a extrema-direita. Na vida se colhe o que se planta. Isso vale para as dimensões pessoal e social. Se os EUA são hoje atacados de forma tão violenta é porque, de alguma forma, eles se valeram do seu poder para humilhar povos e etnias. Há décadas abusam de seu poder, como é o caso da ocupação de Porto Rico; a base naval de Guantánamo encravada em Cuba; as guerras ao Iraque e Afeganistão e, agora, à Líbia; a participação nas guerras da Europa Central; a omissão diante dos conflitos e das ditaduras árabes e africanas.

Já era tempo de os EUA, como mediadores, terem induzido árabes e israelenses a chegarem a um acordo de paz. Tudo isso foi sendo protelado, em nome da hegemonia de Tio Sam no planeta. De repente, o ódio irrompeu da forma brutal, mostrando que o inimigo age, também, fora de toda ética, com a única diferença de que ele não dispõe de fóruns internacionais para legitimar sua ação criminosa, como é o caso da conivência da ONU com os genocídios praticados pela Casa Branca.

Quem conhece a história da América Latina sabe muito bem como os EUA, nos últimos 100 anos, interferiram diretamente na soberania de nossos países, disseminando o terror. Maurice Bishop foi assassinado pelos boinas verdes em Granada; os sandinistas foram derrubados pelo terrorismo desencadeado por Reagan; os cubanos continuam bloqueados desde 1961, sem direito a relações normais com os demais países e uma parte de seu território, Guantánamo, continua invadida pelo Pentágono.

Nas décadas de 1960 e 70, ditaduras foram instauradas no Brasil, na Argentina, no Chile, no Uruguai, na Bolívia, na Guatemala e em El Salvador, com o patrocínio da CIA e sob a orientação de Henry Kissinger.

Violência atrai violência, dizia dom Helder Câmara. O terrorismo não leva a nada, exceto a endurecer a direita e suprimir a democracia, levando os poderosos à convicção de que o povo é incapaz de governar-se por si mesmo. Vítimas inocentes não podem ser sacrificadas para satisfazer a ganância de governos imperiais que se julgam donos do mundo e pretendem repartir o planeta como se fosse fatias de um apetitoso bolo. Os atentados de 11 de setembro de 2001 demonstraram que não há ciência ou tecnologia capazes de proteger pessoas ou nações. Inútil os EUA gastarem trilhões de dólares em esquemas sofisticados de defesa. Melhor seria que essa fortuna fosse aplicada na paz mundial, que só irromperá no dia em que ela for filha da justiça.

A queda do Muro de Berlim pôs fim ao conflito Leste-Oeste. Resta agora derrubar a muralha da desigualdade entre Norte-Sul. Sem que o pão seja nosso, nem o Pai e nem paz serão nossos.


* Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Marcelo Gleiser e Waldemar Falcão, de Conversa entre a fé e a ciência (Agir), entre outros livros.

Publicado originalmente no jornal Estado de Minas, edição de 05/05/2011http://twitpic.com/4tmujf

sexta-feira, 18 de março de 2011

Fuck Obama

Peço licença para o cartunista Latuff para divulgar aqui a sua charge sobre a visita do imperador Obama ao Braisl.

Latuff - http://twitpic.com/photos/CarlosLatuff