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terça-feira, 19 de julho de 2011

"Conto de uma cidade surreal"


Uma amiga me mandou essa excelente crônica do prof. José Luiz Quadros de Magalhães, publicada em seu blog.

Achei muito interessante a forma de colocar a relação do Estado com os pobres. A ideia central: “Para proteger a integridade física das pessoas a polícia foi chamada e violou a integridade física das pessoas!!”.

Muito bom!!



José Luiz Quadros de Magalhães

Era uma vez uma cidade que se tornou metrópole. Muito jovem foi submetida à ganância de empreiteiros que construíram muitos prédios. Prédios e mais prédios. Asfaltaram tudo. Homens empreendedores fizeram enormes crateras em suas lindas montanhas. Nesta bela cidade, com um pôr do sol tão lindo que deu o nome a nossa cidade, (contam isto uma vez que seus habitantes não tinham mais tempo de olhar o sol nem a lua), havia muita desigualdade. Em uma distância muito pequena alguns dos seus habitantes viviam em aglomerados (um monte de gente apinhada em um espaço pequeno) enquanto outros viviam em condomínios fechados (pouca gente vivendo em espaços grandes e murados para se defenderem dos apinhados).

Os apinhados resolveram, num certo dia, fazer uma festa. Festa tradicional onde dançavam quadrilha, tomavam quentão e comiam pipoca, amendoim e outras coisas que não se podia comer todo dia.

Desenvolvimento, dependência e distribuição de renda


Reproduzo aqui excelente artigo de Guilherme Delgado, publicado no jornal Brasil de Fato. Neste artigo, o autor traz elementos e reflexões que nos ajudam a pensar melhor sobre o Governo Dilma (entendendo-o como continuidade do Governo Lula). O governo Lula/Dilma vem dividindo as análises e consequentes posturas das diversas forças de esquerda. De um lado estão aquelas que identificam no governo PT a pura e simples representação da burguesia, da política neoliberal, não havendo assim diferença entre os governos do PT e do PSDB. Do outro lado estão aqueles que veem o governo Lula/Dilma em disputa. Ou seja, diante de tamanho arco de alianças que foram necessárias para alcançar o sucesso na estratégia eleitoral, dentro dos governos PT temos setores diversos da burguesia e da classe trabalhadora. Assim, o nosso papel seria pressionar e mobilizar as massas para “puxar” o governo para a esquerda.

Como pano de fundo dessa dualidade perante o governo PT está a estratégia adotado nos oito anos (indo para nove). Afinal, essa estratégia desenvolvimentista, com “distribuição” de renda através de programas sociais, sem reformas estruturais que possam garantir sustentabilidade para uma distribuição de renda, serve a quem: à burguesia ou aos trabalhadores?

É claro que aqui nesse ponto estou pressupondo que Marx estava certo que na relação entre as classes quando um ganho o outro necessariamente perde, pois tendo interesses inconciliáveis, um tal “governo de coalizão”  ou “governo de conciliação” seria impossível. E a partir disso, fico pensando se não estamos nos engando quando dizemos que a classe trabalhadora obteve ganhos reais no último período. Reconheço que do ponto de vista econômico, a renda dos trabalhadores aumentaram acima da inflação. Contudo, a burguesia não parte do seu bolo, ao contrário, esse aumentou e aumentou muito mais do que os “ganhos reais” que a classe trabalhadora obteve. E isso só foi possível por um momento da economia externa favorável, permitindo um crescimento da economia brasileira. Ora, se eu tenho uma participação no bolo, num determinado momento, de 5%, e num segundo momento essa participação passa a ser de 4% (mesmo esses 4% sendo maiores do que os 5% do primeiro momento), eu entendo que, mesmo aparentemente estando a ganhar mais, na verdade tive perdas durante esse período.

Bom, minha apropriação de economia só me permitir vir até esse questionamento. Gostaria inclusive de que através do debate franco, os camaradas que tiverem mais elementos para clarear essas questões que contribuam.

Para ler o artigo de Guilherme Delgado, clique no link abaixo para ver a postagem completa, ou clique aqui para ver no site do Brasil de Fato.


terça-feira, 5 de julho de 2011

Trabalhadores em Educação realizam caça ao Governador Fora da Lei

Recebi esta notícia por e-mail e não sei onde ela foi publicada. Contudo sei que é verídica. Professores de Minas, vamos caçar esse Governador que anestesia os salários dos servidores do Estado e que acabou com a carreira dos professores!!

Seguindo a dica da Carol, esta notícia foi publicada no site do Sind-UTE - MG.

É dessa forma que o Governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia trata os professores estaduais. Foto tirada do site Fato Real


Manifestações em São João Del-Rey (01/07) e em Rio Espera (02/07), organizadas pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE/MG), reforçaram a denúncia que o Governador do Estado de Minas Gerais, Antonio Anastasia, não cumpre a lei federal 11.738, que regulamenta o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). O Governador esteve nestes locais cumprindo agenda oficial, mas permanece por pouco tempo em função dos atos.

Situação de Minas no Senado


Vejam a situação de Minas Gerais. O Estado tem três representantes no Senado, mas dos três apenas um foi eleito. E mesmo assim esse “um” é o Aécio “Caiu do Cavalo” Neves. Em seis meses dois senadores mineiros morreram, assumindo em seus lugares os suplentes, os quais ninguém fica sabendo que são na hora da eleição.

No lugar de Elizeu Rezende entrou Clésio Andrade
Elizeu Resendo, eleito na eleição de 2006, morreu em janeiro de 2011, assumindo em sua lugar Clésio Andrade, que levou consigo para o senado suspeitas de compra de apoio político e enriquecimento ilícito.
E Zezé Perrela entra no lugar de Itamar Franco

Agora morre Itamar Franco e em seu lugar assume Zezé Perrela, que está à frente do Cruzeiro Esporte Clube a mais ou menos 15 anos. E depois de tanto tempo negociando jogadores para o exterior, junto com sua rede de frigoríficos, terá que explicar para a justiça o salto que o seu patrimônio deu, antes de entrar no senado. Ah, dizem que ele se esqueceu de declarar para a Receita Federal uma fazendinha no valor de R$ 60 milhões. Mas afinal, quem iria lembrar??

PIG: “Esses trabalhadores estão impossíveis”

Manchete do jornal Estado de Minas:
"Epidemia de greves é ameaça"

Por Rodrigo Dugulin, para o Lavando Louças

O PIG em Minas já está nos alertando há algum tempo. Quando abro o Estado de Minas, posso escutar: “Esses trabalhadores estão impossíveis! Por que ficam querendo melhores condições de trabalho, melhores salários??”

Depois dos trabalhadores das obras do Estádio Mineirão ficarem em greve, agora é a vez dos trabalhadores das obras da trincheira da Avenida Antônio Carlos, que fica na região do estádio. O que eles reivindicam? Coisas absurdas, como hora extra de 100%, plano de saúde, fornecimento de refeições, tíquete alimentação, participação nos lucros, equiparação do salário com os trabalhadores das obras do Mineirão (que conseguiram 4% de aumente com a greve) e de melhores condições de trabalho. Ah, além disso tem a exigência absurda de que os banheiros químicos da obra sejam lavados mais de uma vez por semana, que a feijoada tem mais carne e menos osso e que o pão venha com manteiga!!! Quem esses operários pensam que são!?




sexta-feira, 1 de julho de 2011

De pernas pro ar - por Roberto Malvezzi

Artigo de Roberto Malvezzi publicado no Jornal Brasil de Fato.




Apesar de 80% dos brasileiros serem contra as modificações no Código Florestal, a maioria dos deputados votaram a favor da aprovação das mudanças

29/06/2011

Roberto Malvezzi (Gogó)

Uma pesquisa do jornal Folha de S. Paulo demonstrou que 80% dos brasileiros são contra as modificações no Código Florestal propostas pelo deputado Aldo Rebelo. Mas no dia da votação, exatamente 410 deputados votaram a favor das mudanças e apenas 63 votaram contra.

Como explicar tamanha inversão? É que o Congresso em geral representa a sociedade, mas de ponta cabeça. Ali, uma minoria de ruralistas que compõem a sociedade brasileira, por força de sua grana transformada em voto, transforma-se em maioria. A pobre agricultura familiar, embora numericamente represente a esmagadora maioria dos agricultores, precisa pinçar algum parlamentar que ao menos se interesse por sua causa.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sigilo ou vergonha?, por Frei Betto

No Jornal Brasil de Fato, ed. 434





Há 141 anos terminou a Guerra do Paraguai. Durou de 1864 a 1870. Ao longo de seis anos, Brasil, Argentina e Uruguai, instigados pela Inglaterra, combateram os paraguaios. O pretexto era derrubar o ditador Solano López e impedir que o Paraguai, país independente e sem miséria, abrisse uma saída para o mar.

Por Frei Betto

O Brasil enviou 150 mil homens para o campo de batalha. Desses, tombaram 50 mil. Do lado paraguaio foram mortos 300 mil, 20% da população do país. E o Brasil abocanhou 40% do território da nação vizinha.

Até hoje o acesso aos documentos do conflito estão proibidos a quem pretende investigá-los. Por quê? Talvez o sigilo imposto sirva para cobrir a vergonhosa atuação de Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro, que comandou nossas tropas na guerra. E do Conde D’Eu, genro de Dom Pedro II, que sucedeu o duque no massacre aos paraguaios.

Os arquivos ultrassecretos do Brasil podem permanecer sigilosos por 30 anos. O presidente da República pode prorrogar o prazo por mais 30, indefinidamente. Eternamente.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A queda de Aécio e a imprensa em Minas

Reproduzo texto de Luana Diana dos Santos, publicado no blog Viomundo
22/06/2011


No último domingo acordei ao som das gargalhadas do meu irmão. Ao perguntá-lo o motivo de tanta alegria às 7 da manhã, fui informada que Aécio Neves havia caído do cavalo. A princípio, pensei que fosse piada. Após uma olhada rápida no twitter, descobri que não havia nenhuma figura de linguagem na queda do senador tucano. O acidente lhe custou cinco costelas  e a clavícula direita quebradas.

Na padaria não havia outro assunto. Enquanto tomava meu cafezinho acompanhado por um pão com manteiga, observava um grupo de senhores de meia idade organizarem  um ‘bolão’ dos motivos do tombo do ex-governador. Sei que é pecado rir da desgraça alheia, mas foi difícil me conter diante das apostas:  “O cavalo deve ter sido presente do Serra”…”A eguinha ‘pocoPó’ se rebelou contra a tucanada”…risos….

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A luta é por LIBERDADE!

Infelizmente não consegui descobrir quem é o autor.
A greve dos policiais civis de Minas Gerais continua... junto com eles agora também estão os professores da rede estadual... os trabalhadores das obras do Mineirão estavam em greve (voltaram a trabalhar nessa semana)... Os trabalhadores da saúde estão em alerta... nacionalmente temos vários estados nos quais professores, bombeiros, policiais, servidores administrativos das universidades federais, trabalhadores da Wolksvagem no Paraná, estudantes universitários e secundaristas... Várias dessas greves e protestos tiveram ao menos uma coisa em comum: foram criminalizadas e fortemente reprimidas, seja via judiciário, seja por meio dos batalhões de choque da Polícia Militar.

E fica uma pergunta no ar: quantos desses acontecimentos foram notícia na imprensa burguesa? Há um silêncio, um esforço intencional em não noticiar todas essas mobilizações. Afinal, não interessa que os trabalhadores saibam que há trabalhadores em movimento, organizados, lutando por melhores condições de trabalho e vida.


Não se trata mais de lutar por salários. Agora a luta é maior, a luta é por democracia, pelo direito de se manifestar, pelo direito de liberdade de expressão.

terça-feira, 21 de junho de 2011

União gay: tem juiz e deputado precisando de carinho

Reproduzi texto do Blog do Sakamoto


21/06/2011

Detesto fazer cobranças de apostas em público – até porque o jogo é (oficialmente) ilegal no Brasil – mas gostaria de pedir para separarem meu engradado de suco de manga. Havia dito que algum espertinho no Congresso Nacional, de alguma bancada ligada à religião, ia contestar, em menos de um mês, a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu a união estável homoafetiva no último dia 5. E eis que João Campos (PSDG-GO) vai tentar no Parlamento derrubar a decisão dos ministros. Seu pedido foi apresentado em nome da Frente Parlamentar Evangélica.

Não me orgulho em ganhar as garrafinhas, pelo contrário. Preferiria pagá-las mil vezes a ter que ler notícias desse naipe. E olha que já tinha dobrado a dose de Omeprazol desde que, na última sexta, o juiz Jerônymo Pedro Villas Boas anulou uma união estável celebrado entre dois homens e proibiu registros desse tipo em qualquer cartório de Goiânia. O STF terá que, agora, se reunir de novo para fazer valer o entendimento na capital de Goiás.

sábado, 18 de junho de 2011

Comparato: Globo ameaçou romper contrato com UNESCO

por Luiz Carlos Azenha, no Blog Vi o Mundo:


O jurista Fábio Konder Comparato disse, em palestra no II Encontro Nacional de Blogueiros, em Brasília, que a Globo ameaçou romper seu contrato com a UNESCO para promover o Criança Esperança depois que o organismo ligado às Nações Unidas publicou em fevereiro deste ano um estudo sobre o ambiente regulatório para radiodifusão no Brasil.

O estudo, que está aqui, em PDF, é de autoria de Toby Mendel e Eve Salomon.

O estudo concluiu o óbvio: a mídia brasileira é dominada por 35 grupos, que controlam 516 empresas; uma única rede detém 51,9% da audiência nacional. A média de TVs ligadas entre as 7 da manha e a meia-noite atinge 45% da população brasileira, um dos maiores índices do mundo. Os dados foram citados por Comparato em sua palestra.

Segundo ele, depois da publicação do estudo a TV Globo disse aos autores, Toby Mendel e Eve Salomon, que poderia romper o vínculo entre a emissora e o programa Criança Esperança.

Embora a concentração da mídia seja fartamente conhecida no Brasil, o documento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, reforça a credibilidade internacional dos que lutam por um novo marco regulatório da comunicação no país.

sábado, 11 de junho de 2011

Os “guardiões da língua”

Reproduzo aqui excelente crônica de Luiz Ricardo Leitão, do site do Brasil de Fato.


Desenho tirado do blog  LiterAtos


O mês de Maio foi pródigo para os cronistas de Bruzundanga
08/06/2011
Luiz Ricardo Leitão


O mês de maio foi pródigo para os cronistas de Bruzundanga. São tantos desatinos a cargo dos próceres da República, que muitos não saberiam nem por onde começar. Poderíamos, por exemplo, tratar da cruzada em prol da moral, da família e dos “bons costumes”, que o fanfarrão Bolsonaro e a tal bancada “evangélica” do Congresso deflagraram contra a cartilha anti-homofobia do MEC. Ou, ainda nas lides parlamentares, analisar a aprovação pela Câmara do novo Código Florestal, fruto de um insólito acordo entre um deputado comunista (?) e seus pares do latifúndio, que ganharão carta branca para o desmatamento da Amazônia. Quem sabe relembrar as estrepolias do abastado (e abestado) ministro Palocci, prato cheio para a mídia, o tucanato & Cia. Isso sem falar em Blatter, Havelange & Teixeira, os reis do “jogo sujo” na FIFA, cujas maracutaias os ingleses prometeram investigar com rigor...

Este dublê de cronista e professor de Letras não se furtará, porém, a abordar o recente “protesto” que alguns órgãos da grande mídia incentivaram contra a posição do MEC de avalizar uma obra didática que reconhecia o uso da expressão “os livro”. Sem nenhuma formação mais profunda na área, jornalistas e oportunistas de plantão chegaram a classificar de “crime linguístico” a atitude do órgão, um exagero só explicável, talvez, pela forma belicosa e artificialmente ideologizada mediante a qual são tratados temas do mais relevante interesse público em nosso país.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Por que a Folha não mostrou?

por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador.


No domingo, a “Folha” publicou – com grande estardalhaço – a lista de parlamentares que possuem emissoras de rádio e TV – ou que mantêm as emissoras em nome de parentes. A reportagem, na edição impressa, remetia o leitor para a “lista completa” que podia ser lida na internet, no UOL. E esclarecia que o material tinha sido preparado pelo Ministério das Comunicações.


Esse blogueiro estranhou, como se pode ler aqui, que a reportagem da “Folha” não citase o senador Aécio Neves – impulsivo e notívago líder da oposição. Recentemente, como se sabe, Aécio foi flagrado numa blitz da Lei Seca no Rio. Recusou-se a fazer o teste do bafômetro. Deve ter as razões dele… O mais interessante: investigações posteriores mostraram que o carro dirigido pelo senador estava em nome da rádio Arco-Íris, que tem a irmã e a mãe de Aécio como sócias, em Minas – como se pode ler aqui. Toda a imprensa divulgou a história (de forma discreta, claro, porque tucanos em geral não devem ser incomodados com essas bobagens).

Estranhei que a rádio da família de Aécio não estivesse na reportagem da “Folha”. E cheguei a supor que omissão se dera porque Aécio e família também  não constassem da lista original do Ministério – que suscitou a reportagem…

Mas eis que vários leitores alertam-me para o detalhe: na lista original, consta, sim, uma tal “Rádio Colonial FM Ltda” (em nome da irmã de Aécio)!

A Rádio Colonial e a Rádio Arco-Íris são a mesma coisa? Uma é nome fantasia a outra é o nome da empresa? Ou é uma segunda rádio? Tema  ser melhor apurado…

Vejam, na página 250 da lista, o nome da irmã de Aécio, Andréa Neves (que, dizem, é a mentora do impulsivo líder da oposição):



O relatório completo do ministério pode ser acessado nesse link.

Opa, a situação então ficou mais estranha!

A “Folha” incluíra na reportagem de domingo casos de parlamentares que colocam rádios em nome de parentes. A irmã de Aécio está na lista! E Aécio não aparece na reportagem!

Precisa dizer mais alguma coisa?

Como disse a Ângela – uma das leitoras que me alertaram para o fato: “A Folha só não deu mesmo porque não quis”.

Imaginem se houvesse uma rádio no nome da irmã de Lula? Ou da prima do Zé Dirceu? A “Folha” ia “esquecer” de incluir na reportagem?

Aécio não é qualquer um: trata-se do proclamado “novo líder da oposição”.

A “Folha” também não é qualquer uma. Na direção do jornal está Judith Brito, que anunciou ano passado de forma taxativa: como os partidos da oposição estão em crise, cabe à imprensa fazer oposição!

Ok! Mas, desse jeito, não, Judith! Fica feio demais… Brigar com os fatos vai deixar a imprensa de oposição tão fraca quanto a oposição partidária demotucana – que também briga com os fatos há 9 anos!

Desse jeito, de oposição verdadeira mesmo vão sobrar apenas o PMDB e o Palocci.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Brasil: cenário de guerra!!!

Companheiros e companheiras do Lavando Louças,


as cenas da reportagem a seguir não foram gravadas na Líbia, ou em qualquer outro país árabe. Não são cenas das recentes guerras que tivemos a oportunidade de ver pelos grandes canais de televisão...


Essas cenas aconteceram na semana passada, dia 18/05/2011, na cidade de Aracruz/ES. Essas cenas de guerra mostram o exército dos donos do Brasil contra o seu principal inimigo: o povo brasileiro que quer viver!


A seguir reproduzo o texto que acompanha o vídeo no YouTube (para ver no site do YouTube, clique aqui) e abaixo veja o vídeo.


Foto: Nestor Müller

Cerca de 400 policiais do Batalhão de Missões Especiais (BME) da Polícia Militar realizam uma operação, na manhã desta quarta-feira (18), para retirar os cerca de 1,6 mil ocupantes de uma área da Prefeitura de Aracruz, no Norte do Espírito Santo. A ação ocorre no distrito de Barra do Riacho.

Segundo alguns moradores, a polícia usou de violência ao fazer a desocupação, disparando contra os ocupantes bombas de efeito moral, balas de borracha e gás lacrimogêneo. Alguns moradores passaram mal, outros ficaram feridos e tiveram de ser socorridos. Eles garantem que não haviam oferecido resistência à ação policial.

O Executivo Municipal já iniciou também a demolição das 312 casas de alvenaria, de cerca de 30 a 40 metros quadrados cada, que foram construídas no local pelos ocupantes. A área, que chegou a ser batizada pelos moradores como bairro Nova Esperança, será utilizada para a construção de 200 casas do Programa Minha Casa Minha Vida. As obras, segundo a prefeitura, devem ter início ainda este ano.

Por volta das 16 horas desta terça-feira (17), viaturas policiais cercavam a área e o clima era de tensão entre os moradores. A prefeitura havia conseguido um mandado judicial de reintegração de posse da área pública há cerca de seis meses. No entanto, os moradores alegam que não haviam recebido nenhuma ação de despejo e nunca foram procurados pela administração municipal para negociar.


Eles afirmam que, como a construção das casas do Programa Minha Casa Minha Vida ainda não havia tido início no local, resolveram ocupar o terreno, há cerca de um ano. Os ocupantes não aceitavam deixar o local. Segundo eles, com a aproximação da polícia, era disparado um alarme sonoro e pessoas soltavam fogos de artifício para alertar e mobilizar toda a população local. Além disso, foram feitas barricadas nos acessos.


sábado, 7 de maio de 2011

União Estável Homoafetiva e Partido dos Militares Brasileiros - PMB

De um lado, o STF reconhece o direito a União Estável Homoafetivas para os homossexuais e do outro, é publicado no Diário Oficial da União do Estatuto do PMB – Partido Militar Brasileiro. Assistimos nessa semana um avanço em relação aos direitos civis, o direito de viver e amar quem quer que seja. Mas ao mesmo tempo ficamos receosos com as movimentações dos setores mais conservadores e da direita em geral, nesse processo de reorganização. A contradição fica ainda mais forte quando o Ministro da Defesa, Nelson Jobim declarou ontem que os direitos de militares com união estável com parceiros do mesmo sexo serão garantidos pelas Forças Armadas, como pensão por morte, por exemplo. Ah, e isso inclui-se aí o dep. Bolsonaro (PP-RJ), saudosista dos tempos de ditadura.


Direitos dos Homossexuais
É realmente uma grande vitória a conquista do reconhecimento das relações homoafetivas e do direito que os companheiros e companheiras tem. Não há qualquer argumento que justifique a diferenciação entre casais hetero e homossexuais. Os desdobramentos da decisão do STF se estendem a direito a pensão, adoção de crianças, herança, e por ai vai. Vale destacar que a decisão foi tomada por unanimidade.


O PMB
Sobre o PMB, é importante que vejamos esse fato dentro de um processo que a direita está passando no Brasil. Na última campanha para presidente, assistimos um desesperado José Serra se aliando aos setores mais conservadores da igreja, das Forças Armadas, da Mídia e da sociedade em geral, despolitizando o debate e levantando temas polêmicos para tentar tirar votos da outra candidata. Com a derrota nas urnas da direita “puro sangue”, encabeçada pelo PSDB e sua sombra, o DEM, a direita se viu perdida.
O prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, liderou a criação de um novo partido, o PSD – Partido Social Democrata – e levou junto consigo uma turma do PSDB e, principalmente, do DEM. Parece cedo ainda para vermos qual será o comportamento desse partido, mas ao que tudo indica, foi mais uma manobra de oportunismo, já que eles saíram da oposição ao governo para se colocarem numa posição de “neutralidade”.

Agora vimos publicação do estatuto do PMB. Tudo bem que ainda falta muito trabalho para que o partido seja realmente criado (parece que algo em torno de 468 mil assinaturas de apoio á criação do partido) e que a publicação do estatuto não garante nada. A principal pauta do partido será a segurança pública. Por isso defendem a revisão do Código Penal, da lei de Execução Penal e até mesmo do Estatuto da Criança e do Adolescente.

As palavras do Capitão Augusto Rosa, um dos principais mobilizadores em torno da nova legenda e capitão da PM de São Paulo, publicadas hoje no jornal Estado de Minas, são bastante claras, para bom entendedor:

“Onde há o caos, os militares são chamados para colocar a ordem. Nos ataques do PCC, na ocupação do Morro do Alemão, nas chuvas no Rio... E a política está um caos, dá para ver em todas as pesquisas que as instituições políticas são sempre as de menor credibilidade.”


Ps.: Como militares em exercício não podem, por lei, serem filiados a partidos políticas, a presidente provisória do PMB é a civil Andréa França Coelho Rosa, esposa do Capital Augusto Rosa;
Ps.2: Reproduzo aqui o final da reportagem do jornal Estado de Minas: “O público-alvo (do PMB) são as classes A e B, justamente as pessoas que moram em condomínios fechados e precisam andar em carros blindados”.

E viva a Revolução de 64!!!!