Pesquisar neste blog

Mostrando postagens com marcador Mídia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mídia. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de julho de 2011

A democratização da comunicação em tempos de monopólios oligárquicos

Artigo de Lucas Morais, no Diário Libertade

Sexta, 08 Julho 2011 02:00

Lucas Morais

Falar em democratização da comunicação, indo à raiz desta ideia, significa a luta pela socialização e controle social dos grandes meios de produção de comunicação, isto é, emissoras de televisão, rádio, cinema, telefonia, internet, entre outros.

A comunicação, por sua vez, organiza o trabalho social e a maneira como organizamos as atividades produtivas interligadas dos indivíduos com o fim (re)produção material interessada.

O trabalho social requer comunicação entre indivíduos, a capacidade de compartilhar e trocar ideias para coordenar o trabalho social, seja ele em prol do capital ou para a luta contra esta ordem social em defesa da uma ordem de trabalho livremente associado.

terça-feira, 5 de julho de 2011

PIG: “Esses trabalhadores estão impossíveis”

Manchete do jornal Estado de Minas:
"Epidemia de greves é ameaça"

Por Rodrigo Dugulin, para o Lavando Louças

O PIG em Minas já está nos alertando há algum tempo. Quando abro o Estado de Minas, posso escutar: “Esses trabalhadores estão impossíveis! Por que ficam querendo melhores condições de trabalho, melhores salários??”

Depois dos trabalhadores das obras do Estádio Mineirão ficarem em greve, agora é a vez dos trabalhadores das obras da trincheira da Avenida Antônio Carlos, que fica na região do estádio. O que eles reivindicam? Coisas absurdas, como hora extra de 100%, plano de saúde, fornecimento de refeições, tíquete alimentação, participação nos lucros, equiparação do salário com os trabalhadores das obras do Mineirão (que conseguiram 4% de aumente com a greve) e de melhores condições de trabalho. Ah, além disso tem a exigência absurda de que os banheiros químicos da obra sejam lavados mais de uma vez por semana, que a feijoada tem mais carne e menos osso e que o pão venha com manteiga!!! Quem esses operários pensam que são!?




segunda-feira, 4 de julho de 2011

#Eblog, muito mais que virtual: Anticapitalista e libertário

#Eblog, muito mais que virtual: Anticapitalista e libertário
Quem somos
O #Eblog é um grupo de blogueir@s de esquerda, unidos ao redor das bandeiras anticapitalista, antirracismo, antihomofobia, antimachismo, feminista, ecossocialista, em defesa dos povos indígenas e quilombolas, sobretudo pelas lutas cotidianas das trabalhadoras e dos trabalhadores pela emancipação de sua classe internacionalmente, que defende uma concepção material de democracia socialista, revolucionária, de baixo para cima e feita e vivida e instaurada cotidianamente pelos de baixo, isto é, que não se restrinja à democracia capitalista liberal e sua liberdade formal e seus direitos abstratos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

De pernas pro ar - por Roberto Malvezzi

Artigo de Roberto Malvezzi publicado no Jornal Brasil de Fato.




Apesar de 80% dos brasileiros serem contra as modificações no Código Florestal, a maioria dos deputados votaram a favor da aprovação das mudanças

29/06/2011

Roberto Malvezzi (Gogó)

Uma pesquisa do jornal Folha de S. Paulo demonstrou que 80% dos brasileiros são contra as modificações no Código Florestal propostas pelo deputado Aldo Rebelo. Mas no dia da votação, exatamente 410 deputados votaram a favor das mudanças e apenas 63 votaram contra.

Como explicar tamanha inversão? É que o Congresso em geral representa a sociedade, mas de ponta cabeça. Ali, uma minoria de ruralistas que compõem a sociedade brasileira, por força de sua grana transformada em voto, transforma-se em maioria. A pobre agricultura familiar, embora numericamente represente a esmagadora maioria dos agricultores, precisa pinçar algum parlamentar que ao menos se interesse por sua causa.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A queda de Aécio e a imprensa em Minas

Reproduzo texto de Luana Diana dos Santos, publicado no blog Viomundo
22/06/2011


No último domingo acordei ao som das gargalhadas do meu irmão. Ao perguntá-lo o motivo de tanta alegria às 7 da manhã, fui informada que Aécio Neves havia caído do cavalo. A princípio, pensei que fosse piada. Após uma olhada rápida no twitter, descobri que não havia nenhuma figura de linguagem na queda do senador tucano. O acidente lhe custou cinco costelas  e a clavícula direita quebradas.

Na padaria não havia outro assunto. Enquanto tomava meu cafezinho acompanhado por um pão com manteiga, observava um grupo de senhores de meia idade organizarem  um ‘bolão’ dos motivos do tombo do ex-governador. Sei que é pecado rir da desgraça alheia, mas foi difícil me conter diante das apostas:  “O cavalo deve ter sido presente do Serra”…”A eguinha ‘pocoPó’ se rebelou contra a tucanada”…risos….

sábado, 18 de junho de 2011

Comparato: Globo ameaçou romper contrato com UNESCO

por Luiz Carlos Azenha, no Blog Vi o Mundo:


O jurista Fábio Konder Comparato disse, em palestra no II Encontro Nacional de Blogueiros, em Brasília, que a Globo ameaçou romper seu contrato com a UNESCO para promover o Criança Esperança depois que o organismo ligado às Nações Unidas publicou em fevereiro deste ano um estudo sobre o ambiente regulatório para radiodifusão no Brasil.

O estudo, que está aqui, em PDF, é de autoria de Toby Mendel e Eve Salomon.

O estudo concluiu o óbvio: a mídia brasileira é dominada por 35 grupos, que controlam 516 empresas; uma única rede detém 51,9% da audiência nacional. A média de TVs ligadas entre as 7 da manha e a meia-noite atinge 45% da população brasileira, um dos maiores índices do mundo. Os dados foram citados por Comparato em sua palestra.

Segundo ele, depois da publicação do estudo a TV Globo disse aos autores, Toby Mendel e Eve Salomon, que poderia romper o vínculo entre a emissora e o programa Criança Esperança.

Embora a concentração da mídia seja fartamente conhecida no Brasil, o documento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, reforça a credibilidade internacional dos que lutam por um novo marco regulatório da comunicação no país.

sábado, 11 de junho de 2011

Os “guardiões da língua”

Reproduzo aqui excelente crônica de Luiz Ricardo Leitão, do site do Brasil de Fato.


Desenho tirado do blog  LiterAtos


O mês de Maio foi pródigo para os cronistas de Bruzundanga
08/06/2011
Luiz Ricardo Leitão


O mês de maio foi pródigo para os cronistas de Bruzundanga. São tantos desatinos a cargo dos próceres da República, que muitos não saberiam nem por onde começar. Poderíamos, por exemplo, tratar da cruzada em prol da moral, da família e dos “bons costumes”, que o fanfarrão Bolsonaro e a tal bancada “evangélica” do Congresso deflagraram contra a cartilha anti-homofobia do MEC. Ou, ainda nas lides parlamentares, analisar a aprovação pela Câmara do novo Código Florestal, fruto de um insólito acordo entre um deputado comunista (?) e seus pares do latifúndio, que ganharão carta branca para o desmatamento da Amazônia. Quem sabe relembrar as estrepolias do abastado (e abestado) ministro Palocci, prato cheio para a mídia, o tucanato & Cia. Isso sem falar em Blatter, Havelange & Teixeira, os reis do “jogo sujo” na FIFA, cujas maracutaias os ingleses prometeram investigar com rigor...

Este dublê de cronista e professor de Letras não se furtará, porém, a abordar o recente “protesto” que alguns órgãos da grande mídia incentivaram contra a posição do MEC de avalizar uma obra didática que reconhecia o uso da expressão “os livro”. Sem nenhuma formação mais profunda na área, jornalistas e oportunistas de plantão chegaram a classificar de “crime linguístico” a atitude do órgão, um exagero só explicável, talvez, pela forma belicosa e artificialmente ideologizada mediante a qual são tratados temas do mais relevante interesse público em nosso país.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Por que a Folha não mostrou?

por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador.


No domingo, a “Folha” publicou – com grande estardalhaço – a lista de parlamentares que possuem emissoras de rádio e TV – ou que mantêm as emissoras em nome de parentes. A reportagem, na edição impressa, remetia o leitor para a “lista completa” que podia ser lida na internet, no UOL. E esclarecia que o material tinha sido preparado pelo Ministério das Comunicações.


Esse blogueiro estranhou, como se pode ler aqui, que a reportagem da “Folha” não citase o senador Aécio Neves – impulsivo e notívago líder da oposição. Recentemente, como se sabe, Aécio foi flagrado numa blitz da Lei Seca no Rio. Recusou-se a fazer o teste do bafômetro. Deve ter as razões dele… O mais interessante: investigações posteriores mostraram que o carro dirigido pelo senador estava em nome da rádio Arco-Íris, que tem a irmã e a mãe de Aécio como sócias, em Minas – como se pode ler aqui. Toda a imprensa divulgou a história (de forma discreta, claro, porque tucanos em geral não devem ser incomodados com essas bobagens).

Estranhei que a rádio da família de Aécio não estivesse na reportagem da “Folha”. E cheguei a supor que omissão se dera porque Aécio e família também  não constassem da lista original do Ministério – que suscitou a reportagem…

Mas eis que vários leitores alertam-me para o detalhe: na lista original, consta, sim, uma tal “Rádio Colonial FM Ltda” (em nome da irmã de Aécio)!

A Rádio Colonial e a Rádio Arco-Íris são a mesma coisa? Uma é nome fantasia a outra é o nome da empresa? Ou é uma segunda rádio? Tema  ser melhor apurado…

Vejam, na página 250 da lista, o nome da irmã de Aécio, Andréa Neves (que, dizem, é a mentora do impulsivo líder da oposição):



O relatório completo do ministério pode ser acessado nesse link.

Opa, a situação então ficou mais estranha!

A “Folha” incluíra na reportagem de domingo casos de parlamentares que colocam rádios em nome de parentes. A irmã de Aécio está na lista! E Aécio não aparece na reportagem!

Precisa dizer mais alguma coisa?

Como disse a Ângela – uma das leitoras que me alertaram para o fato: “A Folha só não deu mesmo porque não quis”.

Imaginem se houvesse uma rádio no nome da irmã de Lula? Ou da prima do Zé Dirceu? A “Folha” ia “esquecer” de incluir na reportagem?

Aécio não é qualquer um: trata-se do proclamado “novo líder da oposição”.

A “Folha” também não é qualquer uma. Na direção do jornal está Judith Brito, que anunciou ano passado de forma taxativa: como os partidos da oposição estão em crise, cabe à imprensa fazer oposição!

Ok! Mas, desse jeito, não, Judith! Fica feio demais… Brigar com os fatos vai deixar a imprensa de oposição tão fraca quanto a oposição partidária demotucana – que também briga com os fatos há 9 anos!

Desse jeito, de oposição verdadeira mesmo vão sobrar apenas o PMDB e o Palocci.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Quando a língua se transforma em objeto de manipulação ideológica e controle social

Do site do Instituto Humanista Unisinos - IHU



Marcos Bagno, doutor em filologia e língua portuguesa, acredita que a discussão sobre as variações linguísticas dos livros do MEC refletem a falta de conhecimento da mídia.

Por: Anelise Zanoni, Isaque Correa, Márcia Junges e Patricia Fachin

Depois da discussão sobre o conteúdo dos livros didáticos oferecidos pelo governo, em que são apresentados supostos erros de português, o doutor em filologia e língua portuguesa Marcos Bagno é taxativo: a polêmica que envolve o assunto é falsa. Na opinião do especialista, que conversou por e-mail com a IHU On-Line, a mídia seria a grande responsável por criar o debate.

“Como a grande mídia é, em bloco, aliada dos grupos dominantes e, portanto, antipetista declarada, o episódio está servindo para se atacar o governo Dilma via MEC”, avalia.

De acordo com seus estudos e experiências, o fato de alguém pronunciar uma palavra de uma forma ou outra nada tem a ver com a constituição da linguagem, “mas sim com uma esfera diferente, que é a da normatização da língua, um fenômeno sociocultural em que a língua se transforma em objeto de manipulação ideológica e controle social”. Além disso, é importante destacar que a constituição do padrão sempre se pautou, tradicionalmente, pela linguagem literária.

“Por isso, a norma padrão é tão obsoleta e anacrônica: não se inspira na realidade dos usos, nem mesmo nos usos escritos da literatura contemporânea, mas numa literatura que data de mais de 200 anos”, explica Bagno.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Rádio é fechada no RJ depois de oito meses de funcionamento

Reproduzo postagem do Blog do Levante Popular da Juventude,

Fonte: Site da Fiocruz

No dia Internacional da Liberdade de Expressão (3/5), os equipamentos da rádio comunitária Santa Marta, que fica na Vila Santa Marta, no Rio de Janeiro, foram apreendidos pela Polícia Federal e pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Dois dos coordenadores da rádio foram levados para prestar depoimento. MC Fiell é um deles. Confira um trecho da entrevista que o rapper concedeu a Raquel Júnia, da Fiocruz.

Que desafios as rádios comunitárias têm hoje?

A burocracia da lei de rádio é para você não ter rádio mesmo. Um dos maiores problemas dentro do capitalismo é grana. É uma armadilha, eles mesmos fazem os trâmites para o povo não ter o acesso. Mas sabemos dos problemas e vamos avançando. Em nossa rádio, por exemplo, fazemos festa para arrecadar grana, vendemos produtos como as camisetas da rádio, dando jeitos sem comercializar a rádio. Essa lei precisa ser mudada, senão o povo não terá acesso a esse direito. Só as rádios comunitárias não podem fazer propaganda. Enquanto isso a maioria das rádios comerciais estão irregulares, e têm as concessões renovadas automaticamente. Só o povo é punido e podado dos seus direitos.

domingo, 8 de maio de 2011

A morte de Osama 3 - Antônio Luiz M. C. Costa



Bin Laden está morto. Missão cumprida?


Por Antonio Luiz M. C. Costa, no site da Carta Capital

Escreveu uma internauta retuitada pelo cineasta Michael Moore: “Depois de dez anos, duas guerras, 919.967 mortes e 1,188 trilhão de dólares, conseguimos matar uma pessoa”. Objetivamente, é pouco mais que isso. Embora (propositalmente?) anunciado no 66º aniversário do anúncio da morte de Adolf Hitler, o assassinato de Osama bin Laden não tem um significado comparável. A Al-Qaeda não é uma máquina de guerra convencional e centralizada à beira do colapso, como era o exército nazista em 1º de maio de 1945. Talvez resulte mais próximo do que foi o 1º de maio de 2003, quando Bush júnior anunciou a “missão cumprida” no Iraque, mas o problema mal estava começando.

Segundo os Estados Unidos, Bin Laden estava em uma confortável construção de três andares, cercada de muros de quatro a cinco metros ao lado de um colégio de elite e a dois quarteirões de uma delegacia de polícia na cidade turística de Abbottabad, a 116 quilômetros ou duas horas de estrada da capital, Islamabad (cerca de 55 quilômetros em linha reta). Em termos de Brasil, seria como estar em uma mansão em um dos bairros centrais de Campos do Jordão. Ou melhor, em Resende, visto que o local também está a uma breve caminhada de uma das principais academias militares do Paquistão.

Sohab Athair, um usuário do Twitter que se descreve como “um consultor de TI que deu um tempo para a corrida de ratos e escondeu-se nas montanhas com seu laptop”, cobriu a operação desde o início, sem saber exatamente o que se passava e a uns dois quilômetros do local: “helicópteros pairando sobre Abbottabad a uma hora da madrugada (é um evento raro)”. Ouviu explosão, tiros e as poucas pessoas acordadas àquela hora dizerem que pelo menos um dos helicópteros não era paquistanês. Entendeu que era uma situação complicada, mas pensou que era a queda de um helicóptero, como foi inicialmente divulgado na mídia paquistanesa. Compreendeu cinco horas depois, quando Barack Obama foi à tevê anunciar triunfalmente a morte do líder terrorista. “Lá se foi a vizinhança”, escreveu, melancolicamente.

O presidente dos EUA fez do anúncio um discurso cuidadosamente balanceado e um espetáculo muito bem montado. Como quem encarna um herói de Hollywood, iniciou com um “eu planejei, comandei e determinei a morte de Osama bin Laden” e encerrou com “Vamos sempre defender a Justiça e a Liberdade. Deus os abençoe e abençoe a América”. Deu as costas para a câmera e caminhou majestosamente pelo tapete vermelho até o fim do corredor, como um caubói que sai de cena cavalgando para o entardecer, enquanto aparecem os créditos finais.

Bush júnior teve um momento equivalente ao pousar um caça no porta-aviões Abraham Lincoln e fazer seu discurso de vitória sobre Saddam Hussein, com direito a tomadas igualmente heroicas e hollywoodianas. Conseguiu enganar o público o suficiente para ser reeleito em 2005, mas sua popularidade desmoronou em seguida e arrastou-se melancolicamente até o fim do segundo mandato. Obama repetirá o mesmo roteiro?

De qualquer forma, a curto prazo e do ponto de vista da política interna dos EUA, foi um golpe de mestre. Logo depois de reduzir ao ridículo o rival republicano Donald Trump e sua obsessão com a certidão de nascimento do presidente, Obama posa como o herói de guerra e hábil comandante. Em 40 minutos, com um pelotão de forças especiais da Marinha, atingiu o objetivo que Bush júnior garantiu visar durante dois mandatos, mobilizando para isso todo o aparato militar e de inteligência dos EUA e envolvendo o país em duas guerras inúteis e catastróficas para sua economia e relações internacionais.

Yes, we can? Obama não pôde cumprir as promessas de reformas sociais, ambientais e econômicas pelas quais foi eleito, nem sequer fechar a prisão de Guantánamo, mas ao menos cumpriu uma promessa do governo anterior. Pode ser o bastante para garantir sua reeleição, vista a fraqueza das candidaturas republicanas, mas é improvável que a aura da vitória se estenda sobre o resto do Partido Democrata nas eleições legislativas. Assim, o resultado será provavelmente a continuação do impasse político até 2016. A menos que o presidente consiga capitalizar a façanha a ponto de mobilizar a opinião pública em favor da política social e econômica democrata e soterrar a demagogia do Tea Party, o que até agora não se mostrou disposto a fazer.

Do ponto de vista internacional e do campo de batalha real, é pouco provável que a morte de Bin Laden mude o jogo. Sua importância pessoal sempre foi muito exagerada por uma mídia ansiosa por vilões. Mesmo a Al-Qaeda é apenas um aspecto do fundamentalismo islâmico, que é anterior a essa organização em particular, é muito mais amplo e não deixará de existir enquanto não mudarem as condições que o tornaram influente entre as massas muçulmanas humilhadas. A própria forma como foi morto basta para demonstrar que o problema é muito mais vasto. Bin Laden certamente não teria vivido anos em um centro urbano de alta classe média sem a cumplicidade total das Forças Armadas e do serviço de inteligência paquistaneses.

Rafael Correa: Este es un triunfo del país y un triunfo de la verdad

Do site da TeleSur:



El gobernante afirmó que el resultado de los comicios era "el triunfo de la verdad". (Foto: Efe)

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, celebró este sábado el triunfo de la opción del "Sí" en el referendo y consulta popular realizados en ese país. El mandatario recordó que esta es la octava victoria consecutiva de la Revolución Ciudadana y  agradeció a los ciudadanos que apoyaron la iniciativa.

"Agradezco a los 11 millones de ecuatorianos que participaron y 5 millones que apoyaron la iniciativa. Les garantizamos que no les vamos a fallar", prometió en una entrevista concedida a la televisora GamaTv tras la divulgación de los primeros resultados.

El Jefe de Estado se comprometió a trabajar por construir un Ecuador democrático. “Yo me dedicaré personalmente para que esto funcione (…). Era un riesgo, pero estamos aquí para convertir a Ecuador en un país en democracia".

Expresó que cuentan con 18 meses para concretar las modificaciones aprobadas en la consulta de este sábado, y advirtió que ahora se empeorará la fuerte guerra mediática encabezada por los medios de comunicación,  la banca y algunos sectores de la iglesia.

“Vamos a enfrentarnos a la oposición que ya está boicoteando, van oponerse al cambio, esta gente que me culpan hasta del último conserje corrupto. La prensa corrupta va a apostar por que este proceso fracase”, advirtió el Primer Mandatario.

En cuanto a los resultados extraoficiales, Correa aseveró que cumplieron el objetivo planteado tras cerrar la campaña el pasado 3 de mayo. “ Nuestro objetivo era ganar las 10 preguntas  (…). Ganamos en 18 provincias en promedio, que pueden llegar a 20,  y más de 20 puntos en diferencia de votos”, explicó el Presidente al recordar que “ni en 2009 tuvimos esos resultados”.

Correa adelantó que para el lunes convocará al Presidente de la Asamblea “para que comiencen a legislar” . Explicó que se creará una comisión tripartita y las veedurías. “Yo no creo mucho en la veeduría internacional pero sí quieren invitar a los observadores internacionales, háganlo”.

El Presidente agradeció al pueblo ecuatoriano por el éxito del proceso electoral que se realizó en medio de “una campaña dificilísima” basada en la desinformación.

“Mientras teníamos que aclarar 10 preguntas, ellos (oposición) decían "vota No" porque no entendemos la pregunta. Esos mentirosos deben ser desechados por los ecuatorianos", reclamó.

Hizo un llamado a sus detractores a que discutan con argumentos.  "Dijeron que  íbamos a acabar con la libertad de expresión, que se aprobaría el aborto, que sí tenías una bicicleta te la quitaríamos. Basta de tanta desinformación y tanta mentira”, manifestó.

Yo me voy a dedicar personalmente a cambiar el Ecuador
El mandatario dijo que tras el triunfo en el referendo y la consulta popular, él y su equipode Gobierno se dedicarán "personalmente a cambiar el Ecuador en paz y democracia".

"Hoy se da un paso transcendental en paz, en democracia, para la patria nueva. El que ha triunfado es el pueblo ecuatoriano, la verdad", dijo

El mandatario añadió que este resultado es además "un acto de confianza en el presidente, es la fe en el futuro, en la necesidad de cambiar este país en democracia".

"Que esta victoria (...) de este sueño que se llama 'revolución ciudadana', sea el mejor homenaje para nuestras madres, porque vamos a trabajar denodadamente para mejorar la seguridad, la justicia, un ambiente sano sin casinos, sin espectáculos violentos para nuestros jóvenes", sostuvo.

Resultados premilinares a boca de urna, autorizados por el Consejo Nacional Electoral (CNE), dieron la victoria a la opción del "Sí" en las 9 de las 10 preguntas del referendo y consulta popular realizados este sábado en Ecuador. La pregunta 8 sobre la muertes de animales se desconoce porque su definición es cantonal y no nacional.

Tras el inicio de cierre de mesas realizado a las 17H00 horas locales (22H00 GMT), medios de comunicación iniciaron la divulgación de los primeros sondeos (exit polls).

teleSUR/ ao-PR


quinta-feira, 5 de maio de 2011

A morte de Osama 2 - Por Elaine Tavares






Seguindo com as postagens, colocamos agora o artigo da jornalista Elaine Tavares. 


Abraços,
Lavando Louças




Nenhuma palavra sobre quebra de soberania, sobre invasão ilegal, sobre o absurdo de um assassinato
04/05/2011

Elaine Tavares

Imaginem vocês se um pequeno operativo do exército cubano entrasse em Miami e atacasse a casa onde vive Posada Carriles, o terrorista responsável pela explosão de várias bombas em hotéis cubanos e pela derrubada de um avião que matou 73 pessoas. Imagine que esse operativo assassinasse o tal terrorista em terras estadunidenses. Que lhes parece que aconteceria? O mundo inteiro se levantaria em uníssono condenado o ataque. Haveria especialistas em direito internacional alegando que um país não pode adentrar com um grupo de militares em outro país livre, que isso se configura em quebra da soberania, ou ato de guerra. Possivelmente Cuba seria retaliada e, com certeza, invadida por tropas estadunidenses por ter cometido o crime de invasão. Seria um escândalo internacional e os jornalistas de todo mundo anunciariam a notícia como um crime bárbaro e sem justificativa.

Mas, como foi os Estados Unidos que entrou no Paquistão, isso parece coisa muito natural. Nenhuma palavra sobre quebra de soberania, sobre invasão ilegal, sobre o absurdo de um assassinato. Pelo que se sabe, até mesmo os mais sanguinários carrascos nazistas foram julgados. Osama não. Foi assassinato e o Prêmio Nobel da Paz inaugurou mais uma novidade: o crime de vingança agora é legal. Pressuposto perigoso demais nestes tempos em que os EUA são a polícia do mundo.

Agora imagine mais uma coisa insólita. O governo elege um inimigo número um, caça esse inimigo por uma década, faz dele a própria imagem do demônio, evitando dizer, é claro, que foi um demônio criado pelo próprio serviço secreto estadunidense. Aí, um belo dia, seus soldados aguerridos encontram esse homem, com toda a sede de vingança que lhes foi incutida. E esses soldados matam o “demônio”. Então, por respeito, eles realizam todos os preceitos da religião do “demônio”. Lavam o corpo, enrolam em um lençol branco e o jogam no mar. Ora, se era Osama o próprio mal encarnado, porque raios os soldados iriam respeitar sua religião? Que história mais sem pé e sem cabeça.

E, tendo encontrado o inimigo mais procurado, nenhuma foto do corpo? Nenhum vestígio? Ah, sim, um exame de DNA, feito pelos agentes da CIA. Bueno, acredite quem quiser.

O mais vexatório nisso tudo é ouvir os jornalistas de todo mundo repetindo a notícia sem que qualquer prova concreta seja apresentada. Acreditar na declaração de agentes da CIA é coisa muito pueril. Seria ingênuo se não se soubesse da profunda submissão e colonialismo do jornalismo mundial.

Olha, eu sei lá, mas o que vi na televisão chegou às raias do absurdo. Sendo verdade ou mentira o que aconteceu, ambas as coisas são absolutamente impensáveis num mundo em que imperam o tal do “estado de direito”. Não há mais limites para o império. Definitivamente são tempos sombrios. E pelo que se vê, voltamos ao tempo do farwest, só que agora, o céu é o limite. Pelo menos para o império. Darth Vader é fichinha!

Elaine Tavares é jornalista

A morte de Osama 1 - Por Frei Betto





Companheiros e companheiras,

essa é a primeira de várias postagens sobre a morte de Osama Bin Laden e a cobertura da grande mídia sobre o fato.

Gostaríamos de começar com um artigo do Frei Betto, que nos leva a olhar o fato sob um lado que passa desapercebido pela grande mídia.

Abraços,
Lavando Louças


Frei Betto*

05/05/2011

Estranho que a CIA, ao declarar que assassinou Osama Bin Laden, não tenha exibido o corpo, como fez à sobeja com outro “troféu de caça”: Ernesto Che Guevara.

Bin Laden saiu da vida para entrar na história. Até aí, nada de novo. A história, da qual poucos têm memória, está repleta de bandidos e terroristas, cujos nomes e feitos quase ninguém lembra. Os mais conhecidos são o rei Herodes; Torquemada, o grande inquisidor; a rainha Vitória, a maior traficante de drogas de todos os tempos, que promoveu, na China, a Guerra do Ópio; Hitler; o presidente Truman, que atirou bombas atômicas sobre as populações de Hiroshima e Nagasaki; e Stálin.

O perigo é que Osama passe da história ao mito e, de mito, a mártir. Sua morte não deveria merecer mais do que uma nota nas páginas interiores dos jornais. No entanto, como os EUA são um país necrófilo, que se nutre de vítimas de suas guerras, Obama transforma Osama num ícone do mal, atiçando o imaginário de todos aqueles que, por alguma razão, odeiam o imperialismo estadunidense.

Saddam Hussein, marionete da Casa Branca manipulada contra a revolução islâmica do Irã, demonstrou que o feitiço se volta contra o feiticeiro.

Desde 1979, Osama bin Laden tornou-se o braço armado da CIA contra a ocupação soviética no Afeganistão. A CIA ensinou-o a fabricar explosivos e realizar ataques terroristas, movimentar sua fortuna através de empresas-fantasmas e paraísos fiscais, operar códigos secretos e infiltrar agentes e comandos.

“Bin Laden é produto dos serviços americanos”, afirmou o escritor suíço Richard Labévière. Derrubado o Muro de Berlim, desde 1990 Bin Laden passou a apontar seu arsenal terrorista para o coração de Tio Sam.

O terrorismo é execrável, ainda que praticado pela esquerda, pois todo terrorismo só beneficia um lado: a extrema-direita. Na vida se colhe o que se planta. Isso vale para as dimensões pessoal e social. Se os EUA são hoje atacados de forma tão violenta é porque, de alguma forma, eles se valeram do seu poder para humilhar povos e etnias. Há décadas abusam de seu poder, como é o caso da ocupação de Porto Rico; a base naval de Guantánamo encravada em Cuba; as guerras ao Iraque e Afeganistão e, agora, à Líbia; a participação nas guerras da Europa Central; a omissão diante dos conflitos e das ditaduras árabes e africanas.

Já era tempo de os EUA, como mediadores, terem induzido árabes e israelenses a chegarem a um acordo de paz. Tudo isso foi sendo protelado, em nome da hegemonia de Tio Sam no planeta. De repente, o ódio irrompeu da forma brutal, mostrando que o inimigo age, também, fora de toda ética, com a única diferença de que ele não dispõe de fóruns internacionais para legitimar sua ação criminosa, como é o caso da conivência da ONU com os genocídios praticados pela Casa Branca.

Quem conhece a história da América Latina sabe muito bem como os EUA, nos últimos 100 anos, interferiram diretamente na soberania de nossos países, disseminando o terror. Maurice Bishop foi assassinado pelos boinas verdes em Granada; os sandinistas foram derrubados pelo terrorismo desencadeado por Reagan; os cubanos continuam bloqueados desde 1961, sem direito a relações normais com os demais países e uma parte de seu território, Guantánamo, continua invadida pelo Pentágono.

Nas décadas de 1960 e 70, ditaduras foram instauradas no Brasil, na Argentina, no Chile, no Uruguai, na Bolívia, na Guatemala e em El Salvador, com o patrocínio da CIA e sob a orientação de Henry Kissinger.

Violência atrai violência, dizia dom Helder Câmara. O terrorismo não leva a nada, exceto a endurecer a direita e suprimir a democracia, levando os poderosos à convicção de que o povo é incapaz de governar-se por si mesmo. Vítimas inocentes não podem ser sacrificadas para satisfazer a ganância de governos imperiais que se julgam donos do mundo e pretendem repartir o planeta como se fosse fatias de um apetitoso bolo. Os atentados de 11 de setembro de 2001 demonstraram que não há ciência ou tecnologia capazes de proteger pessoas ou nações. Inútil os EUA gastarem trilhões de dólares em esquemas sofisticados de defesa. Melhor seria que essa fortuna fosse aplicada na paz mundial, que só irromperá no dia em que ela for filha da justiça.

A queda do Muro de Berlim pôs fim ao conflito Leste-Oeste. Resta agora derrubar a muralha da desigualdade entre Norte-Sul. Sem que o pão seja nosso, nem o Pai e nem paz serão nossos.


* Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Marcelo Gleiser e Waldemar Falcão, de Conversa entre a fé e a ciência (Agir), entre outros livros.

Publicado originalmente no jornal Estado de Minas, edição de 05/05/2011http://twitpic.com/4tmujf

domingo, 24 de abril de 2011

Frente parlamentar defende marco regulatório da Comunicação

Reproduzo notícia divulgada no site do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. (Para acessar a notícia no site do FNDC, clique aqui)


A #Frentecom terá como primeira ação encontro com o ministro Paulo Bernardo para debater regulação da mídia eletrônica
Lúcia Berbert
Tele Síntese


O esforço para implantar um marco regulatório para a comunicação ganhou, nesta terça-feira (19) mais um espaço de debate, com o lançamento da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Parlamentar, a #Frentecom, na Câmara dos Deputados. A frente reúne mais de 190 deputados e dezenas de entidades da sociedade civil e tem como objetivos promover, acompanhar e defender iniciativas que ampliem o exercício do direito humano à liberdade de expressão e do direito à comunicação.

A primeira ação do grupo será a realização de audiência pública com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para tratar do projeto que está sendo elaborado pelo governo de atualização do marco regulatório da mídia eletrônica. O encontro está previsto para a próxima quinta-feira (28) e debaterá as formas de participação da sociedade civil nesse processo, adiantou a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), coordenadora-geral da #Frentecom.

Segundo o deputado Emiliano José (PT-BA), um dos idealizadores do grupo, o debate sobre um marco regulatório da comunicação está situado no quadro de transformações que a América Latina vem experimentando. Ele citou, como exemplo, a aprovação da Lei dos Meios na Argentina, que traz regulação firme para o setor, semelhante as existentes em países de larga tradição democrática, como França e Estados Unidos.

Emiliano José frisou que a luta da frente não é contra a propriedade dos meios de comunicação, mas sim contra a concentração “obscena” da propriedade. “Poucas famílias que concentram os meios de comunicação no Brasil interpretam diariamente o país de acordo com a sua lógica, sem dar espaço a milhares de vozes que estão excluídas da mídia”, enfatizou.

Erundina disse que o trabalho da frente inclui o acompanhamento das matérias que tramitam na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, o apoio à instalação dos conselhos estaduais e municipais de comunicação e o estímulo ao debate do tema pela sociedade civil organizada. Outra meta do grupo, segundo a deputada, é a universalização do acesso à internet, que considera tão essencial à liberdade de expressão como é a promoção da diversidade de conteúdo no rádio e na televisão.