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terça-feira, 2 de agosto de 2011

"O Veneno está na mesa", documentário do cineasta Silvio Tendler

Gostaria de divulgar aqui o documentário do cineasta brasileiro Silvio Tendler: “O veneno está na mesa”. Esse documentário faz parte da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

O Documentário está disponível no You Tube, em 4 partes. Vou postar aqui a primeira parte e logo abaixo deixo os links para as demais partes.








quarta-feira, 22 de junho de 2011

Editorial do Brasil de Fato ed.434: Reconquistar o direito de greve

Hoje mesmo postei um artigo escrito por mim defendendo que as lutas dos trabalhadores agora não são, ou não mais devem ser, somente por salários ou melhores condições de trabalho e que o momento nos exige lutas pela liberdade de expressão, pelo direito de lutarmos.

Na mesma linha, abaixo reproduzo o Editorial do Jornal Brasil de Fato, da edição desta semana (nº434)


"Eis um desafio decisivo para a classe trabalhadora. Reconquistar o direito de greve não será obra de apenas uma categoria e exigirá a unidade do movimento sindical, que segue se pulverizando, consumido em disputas internas pela disputa dos aparatos. Pautar a reconquista do direito de greve, denunciar seu esvaziamento é uma tarefa que não pode ser postergada e deve ser priorizada pelos que apostam na construção de uma concepção classista no movimento sindical."



Se uma greve não pode interromper a produção
ou os serviços não tem eficácia

22/06/2011

Editorial ed. 434

Nas últimas semanas, importantes categorias enfrentaram suas campanhas salariais nas várias regiões do país. Entre elas, os metroviários, eletricitários, urbanitários, condutores de ônibus, ferroviários e trabalhadores em saneamento. Todos enquadrados no conceito de trabalhadores em atividades essenciais. A lei exige que publiquem editais com 72 horas de antecedência avisando a população da greve. Assim que os editais são publicados o Ministério Público do Trabalho ingressa com um pedido de liminar sobre a greve. Antes mesmo da greve se iniciar os Tribunais Regionais do Trabalho concedem liminares exigindo que até 90% dos trabalhadores permaneçam trabalhando, assegurando o atendimento dos serviços considerados “inadiáveis”. Estabelecem multas de até R$ 200 mil reais por dia, caso os sindicatos não cumpram a ordem judicial. O valor da multa e os percentuais variam em cada região, mas sempre determinam que se assegure 100% das atividades em funcionamento.

Como é possível uma greve com apenas 10% dos trabalhadores?

A luta é por LIBERDADE!

Infelizmente não consegui descobrir quem é o autor.
A greve dos policiais civis de Minas Gerais continua... junto com eles agora também estão os professores da rede estadual... os trabalhadores das obras do Mineirão estavam em greve (voltaram a trabalhar nessa semana)... Os trabalhadores da saúde estão em alerta... nacionalmente temos vários estados nos quais professores, bombeiros, policiais, servidores administrativos das universidades federais, trabalhadores da Wolksvagem no Paraná, estudantes universitários e secundaristas... Várias dessas greves e protestos tiveram ao menos uma coisa em comum: foram criminalizadas e fortemente reprimidas, seja via judiciário, seja por meio dos batalhões de choque da Polícia Militar.

E fica uma pergunta no ar: quantos desses acontecimentos foram notícia na imprensa burguesa? Há um silêncio, um esforço intencional em não noticiar todas essas mobilizações. Afinal, não interessa que os trabalhadores saibam que há trabalhadores em movimento, organizados, lutando por melhores condições de trabalho e vida.


Não se trata mais de lutar por salários. Agora a luta é maior, a luta é por democracia, pelo direito de se manifestar, pelo direito de liberdade de expressão.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Brasil: que País é esse? (II)

por Roberta Traspadini, no site do Brasil de Fato:


A história da dominação no Brasil encontra no capitalismo uma forma sem precedentes de apropriação da riqueza por poucos sujeitos

14/06/2011

Roberta Traspadini

Uma das características marcantes do modo de produção capitalista é a necessidade de criar mecanismos de conformação e manutenção de poder.

Entre eles, está a divisão social e internacional do trabalho e a lógica de funcionamento que provoca mutações para que os órgãos vitais apareçam e se desenvolvam como não vitais.

A separação dos sujeitos da realização de suas vidas, a precarização das condições de trabalho e de pertença aos territórios, acentuou os vínculos de dependência e subordinação dos que vivem da venda de seu trabalho.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Em vídeo, líder extrativista anunciou a própria morte


Do site do Brasil de Fato, reportagem e vídeo com José Cláudio Ribeiro da Silva, o Zé Castanha, assassinado na terça-feira (24) com sua companheira, Maria do Espírito Santo.





Mesmo com a morte anunciada, Zé Castanha não recebia nenhuma proteção especial do Estado

25/05/2011
Da redação

O extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva, assassinado na terça-feira (24) junto com a mulher Maria do Espírito Santo, deixou um vídeo gravado em novembro de 2010 em que anunciava que estava sendo perseguido. Durante uma palestra sobre sua atividade de castanheiro, Zé Castanha, como é conhecido, disse que estava sendo ameaçado de morte por sua luta contra a exploração desenfreada da floresta Amazônica por madeireiras e carvoarias.




“Sou castanheiro desde os sete anos de idade, vivo da floresta. Protejo ela de todo o jeito. Por isso, eu vivo com a bala na cabeça a qualquer hora. Eu vou pra cima e denuncio os madeireiros, os carvoeiros, e por isso eles acham que eu não posso existir. A mesma coisa que fizeram no Acre com Chico Mendes, querem fazer comigo. A mesma coisa que fizeram com a irmã Dorothy, querem fazer comigo. Eu posso estar hoje aqui conversando com vocês, daqui a um mês vocês podem saber a notícia que eu desapareci”, afirma.

 Mesmo com a morte anunciada, Zé Castanha mantinha sua luta e não recebia nenhuma proteção especial do Estado. Ele e a mulher faziam parte do Conselho Nacional de Populações Extrativistas, ONG fundada por Chico Mendes, e eram lideranças do Projeto Agroextrativista Praia Alta da Piranheira no Pará.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Peraí! Quem está controlando os protestos de rua?

De Leonardo Sakamoto, no Blog do Sakamoto
23/05/2011

Muitos representantes políticos não entendem como manifestações que recentemente ocorreram pelo país e pelo mundo não foram organizadas por partidos e associações, mas sim em um processo descentralizado. Que brotou espontaneamente a partir da insatisfação popular tanto à persistência de problemas existentes quanto aos tipos de soluções que vêm sendo dadas pelos próprios representantes políticos a esses problemas.

Os políticos tradicionais têm dificuldade em assimilar como Twitter e Facebook funcionam. Acreditam que são apenas um espaço para marketing pessoal ou, no máximo, um canal para fluir informação ou atingir o eleitor. Há também os que crêem que redes sociais funcionam como entidades em si e não como plataformas de construção política onde vozes dissonantes ganham escala, pois não são mediadas pelos veículos tradicionais de comunicação.


Brasil: cenário de guerra!!!

Companheiros e companheiras do Lavando Louças,


as cenas da reportagem a seguir não foram gravadas na Líbia, ou em qualquer outro país árabe. Não são cenas das recentes guerras que tivemos a oportunidade de ver pelos grandes canais de televisão...


Essas cenas aconteceram na semana passada, dia 18/05/2011, na cidade de Aracruz/ES. Essas cenas de guerra mostram o exército dos donos do Brasil contra o seu principal inimigo: o povo brasileiro que quer viver!


A seguir reproduzo o texto que acompanha o vídeo no YouTube (para ver no site do YouTube, clique aqui) e abaixo veja o vídeo.


Foto: Nestor Müller

Cerca de 400 policiais do Batalhão de Missões Especiais (BME) da Polícia Militar realizam uma operação, na manhã desta quarta-feira (18), para retirar os cerca de 1,6 mil ocupantes de uma área da Prefeitura de Aracruz, no Norte do Espírito Santo. A ação ocorre no distrito de Barra do Riacho.

Segundo alguns moradores, a polícia usou de violência ao fazer a desocupação, disparando contra os ocupantes bombas de efeito moral, balas de borracha e gás lacrimogêneo. Alguns moradores passaram mal, outros ficaram feridos e tiveram de ser socorridos. Eles garantem que não haviam oferecido resistência à ação policial.

O Executivo Municipal já iniciou também a demolição das 312 casas de alvenaria, de cerca de 30 a 40 metros quadrados cada, que foram construídas no local pelos ocupantes. A área, que chegou a ser batizada pelos moradores como bairro Nova Esperança, será utilizada para a construção de 200 casas do Programa Minha Casa Minha Vida. As obras, segundo a prefeitura, devem ter início ainda este ano.

Por volta das 16 horas desta terça-feira (17), viaturas policiais cercavam a área e o clima era de tensão entre os moradores. A prefeitura havia conseguido um mandado judicial de reintegração de posse da área pública há cerca de seis meses. No entanto, os moradores alegam que não haviam recebido nenhuma ação de despejo e nunca foram procurados pela administração municipal para negociar.


Eles afirmam que, como a construção das casas do Programa Minha Casa Minha Vida ainda não havia tido início no local, resolveram ocupar o terreno, há cerca de um ano. Os ocupantes não aceitavam deixar o local. Segundo eles, com a aproximação da polícia, era disparado um alarme sonoro e pessoas soltavam fogos de artifício para alertar e mobilizar toda a população local. Além disso, foram feitas barricadas nos acessos.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

A batalha do Código Florestal | BRASIL de FATO

Reproduzo editorial do Jornal Brasil de Fato sobre a votação do Código Florestal (para ler o editorial no site do Brasil de Fato, clique aqui).



Teremos ainda uma longa luta para que os bens da natureza tenham uma função social para todos os seres vivos desse território

18/05/2011

Editorial da edição 429 do Brasil de Fato

Na semana passada houve uma verdadeira batalha econômica, política e ideológica, travada entre diferentes interesses das classes sociais brasileiras, tendo como palco a Câmara dos Deputados. O objetivo: quem pode se apropriar dos bens da natureza de nosso território.

Qual é a situação atual? Há uma legislação em vigor, o Código Florestal brasileiro, que determina a manutenção de áreas de reservas (intocadas) de 80% de cada estabelecimento na Amazônia, e 35% no bioma do cerrado. E há as condicionantes de que nas beiras dos rios, riachos e no topo dos morros e montanhas é preciso preservar e recuperar, como forma de proteger nossa água potável.

Os capitalistas sempre agrediram a natureza, burlando a lei para buscar o lucro máximo, retirando a madeira, fazendo carvão, e colocando seus bois e a soja.

Muitos deles foram apanhados pelo Ibama em seus crimes ambientais e as multas somam mais de R$ 8 bilhões. Só 1% foi pago.

E claro, há muitos pequenos agricultores nas regiões Sudeste e Sul, que por falta de consciência, desconhecimento ou oportunismo, também desmataram até a beira dos rios e no topo das montanhas nos últimos 100 anos. Mas não são muitos; segundo levantamento governamental apenas 8% dos pequenos agricultores.

Com o avanço dos interesses do capital financeiro e das grandes empresas transnacionais do agronegócio sobre nossa agricultura, o Código Florestal representa uma barreira para expansão de sua sanha lucrativa. Por isso precisam derrubar os limites do código, para colocar o cerrado e amazônia à mercê da soja, do boi etc.

Por outro lado, os fazendeiros inadimplentes com as multas, entre eles 27 deputados federais da direita, entrarão no Serasa a partir de 11 de junho e não poderão acessar mais recursos públicos ou de crédito.

Ascendeu a luz amarela. Gastaram milhões para eleger sua bancada ruralista. Fizeram acordos posteriores e ofereceram seus votos para eleger o presidente da Câmara. Apostaram no apoio da Rede Globo e outros grandes jornais. Todo o circo montado para que o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que atendia seus interesses, tivesse votação célere, e a sociedade não se atentasse aos interesses que estão em jogo.

O governo encomendou uma pesquisa e percebeu que 95% da população brasileira é contra qualquer mudança que implique em desmatamento de nossa natureza. E a partir daí, começou a mexer-se.

Apresentou uma emenda alternativa ao relatório de Aldo Rebelo, e mesmo assim, dois deputados falsificaram a proposta ao levá-la ao plenário.

Tudo isso gerou indignação, e a maior parte da bancada do PT, PSOL e PV mobilizou-se para impedir a votação. Assim, ficamos livres, por enquanto, da votação das mudanças propostas pelo relatório de Aldo Rebelo. Os parlamentares direitistas querem votar logo porque sabem que têm a maioria da Câmara amarrada e não querem que a sociedade brasileira se mobilize. Por isso, o tempo funciona contra seus interesses.

Na semana passada houve também uma reunião em São Paulo com mais de 50 entidades nacionais, desde a CNBB, Greenpeace, setores da Contag, CUT, movimentos sociais do campo, da Via Campesina, e entidades ambientalistas, movimentos feministas. Todos contra o relatório de Aldo Rebelo. Lançaram um manifesto nacional e prometem aumentar a mobilização em suas bases.

O que está em jogo é se os bens da natureza que temos no nosso território devem ser usados em benefício de toda a sociedade ou liberados apenas para que a sanha do lucro fácil seja apropriado por fazendeiros, empresas estrangeiras e seus prepostos no Congresso Nacional.

A emenda do governo é mais sensata e pelo menos se contrapõe às mudanças mais espoliativas do relatório de Rebelo, embora não seja o ideal. Por isso, esperamos todos que haja um debate com toda a sociedade sobre as propostas em disputa. E quando for a votação na Câmara, que os interesses do povo brasileiro se sobreponham aos interesses da banca ruralista, financiada pelo poder econômico, pagos com mais de R$ 800 milhões na campanha eleitoral, como a imprensa divulgou na ocasião.

E depois, quando for ao Senado, esperamos que os senadores tenham mais juízo ainda. Afinal, lá há apenas 13 senadores ruralistas de um total de 81. E por fim, quando for à sanção presidencial, que a presidenta Dilma tenha mais juízo ainda e coragem em vetar tudo o que afete os interesses do povo.

E se o povo for derrotado em todas essas instâncias, cabem ainda ações de inconstitucionalidade, como promete fazer o Ministério Publico Federal. E aos movimentos sociais cabe lutar com suas bases por um plebiscito nacional que de fato discuta com todo povo, e ele decida sobre como quer usar os bens da natureza no Brasil.

Portanto, teremos ainda uma longa luta para que os bens da natureza tenham uma função social para todos os seres vivos desse território, e não apenas lucro para meia dúzia de oportunistas.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Brasil: "todo camburão tem um pouco de navio negreiro"

O IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplica – divulgou hoje um estudo chamado Dinâmica Demográfica da População Negra Brasileira. O estudo pode ser conferido na íntegra no site do Instituto (clique aqui).

Mas as principais conclusões do estudo só confirmaram o que os diversos movimentos sociais e pastorais, ou seja, que negros são a maioria dos brasileiros, que morrem cedo, entre 18 e 25 anos, e que essas mortes são principalmente devidas a causas externas (entenda-se aqui, assassinatos). E qual é a causa disso: não há outra senão o fato de que os negros são a maioria dos pobres no Brasil, são excluídos da sociedade, são sempre tratados como bandidos...

O gráfico abaixo, retirado do Comunicado do IPEA (citado acima), mostra claramente como há uma diferenciação racista na realidade brasileira. E como no Brasil, por questões históricas, falar de raça é quase a mesma coisa de falarmos em classe, podemos mesmo dizer que o que há, no fundo, é uma diferenciação classista na realidade.



Sabendo desssa realidade que o estudo veio a confirmar, a Pastorais sociais ligadas à juventude (Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude Estudantil, Pastoral da Juventude do Meio Popular e Pastoral da Juventude Rural) estão puxando uma Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens.




O vídeo a seguir está disponível no YouTube e fala sobre a Campanha:






Para finalizar, gostaria de deixar aqui mais um vídeo da música que sempre me vem na cabeça quando se está falando de racismo, altos índices de assassinatos de negros. Lembro-me dessa música sempre que escuto alguém repetindo a ideia de que no Brasil não há racismo, que vivemos numa democracia racial e por ai vai. Trata-se da música do Rappa, “Todo camburão tem um pouco de navio negreiro”.


domingo, 8 de maio de 2011

Rafael Correa: Este es un triunfo del país y un triunfo de la verdad

Do site da TeleSur:



El gobernante afirmó que el resultado de los comicios era "el triunfo de la verdad". (Foto: Efe)

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, celebró este sábado el triunfo de la opción del "Sí" en el referendo y consulta popular realizados en ese país. El mandatario recordó que esta es la octava victoria consecutiva de la Revolución Ciudadana y  agradeció a los ciudadanos que apoyaron la iniciativa.

"Agradezco a los 11 millones de ecuatorianos que participaron y 5 millones que apoyaron la iniciativa. Les garantizamos que no les vamos a fallar", prometió en una entrevista concedida a la televisora GamaTv tras la divulgación de los primeros resultados.

El Jefe de Estado se comprometió a trabajar por construir un Ecuador democrático. “Yo me dedicaré personalmente para que esto funcione (…). Era un riesgo, pero estamos aquí para convertir a Ecuador en un país en democracia".

Expresó que cuentan con 18 meses para concretar las modificaciones aprobadas en la consulta de este sábado, y advirtió que ahora se empeorará la fuerte guerra mediática encabezada por los medios de comunicación,  la banca y algunos sectores de la iglesia.

“Vamos a enfrentarnos a la oposición que ya está boicoteando, van oponerse al cambio, esta gente que me culpan hasta del último conserje corrupto. La prensa corrupta va a apostar por que este proceso fracase”, advirtió el Primer Mandatario.

En cuanto a los resultados extraoficiales, Correa aseveró que cumplieron el objetivo planteado tras cerrar la campaña el pasado 3 de mayo. “ Nuestro objetivo era ganar las 10 preguntas  (…). Ganamos en 18 provincias en promedio, que pueden llegar a 20,  y más de 20 puntos en diferencia de votos”, explicó el Presidente al recordar que “ni en 2009 tuvimos esos resultados”.

Correa adelantó que para el lunes convocará al Presidente de la Asamblea “para que comiencen a legislar” . Explicó que se creará una comisión tripartita y las veedurías. “Yo no creo mucho en la veeduría internacional pero sí quieren invitar a los observadores internacionales, háganlo”.

El Presidente agradeció al pueblo ecuatoriano por el éxito del proceso electoral que se realizó en medio de “una campaña dificilísima” basada en la desinformación.

“Mientras teníamos que aclarar 10 preguntas, ellos (oposición) decían "vota No" porque no entendemos la pregunta. Esos mentirosos deben ser desechados por los ecuatorianos", reclamó.

Hizo un llamado a sus detractores a que discutan con argumentos.  "Dijeron que  íbamos a acabar con la libertad de expresión, que se aprobaría el aborto, que sí tenías una bicicleta te la quitaríamos. Basta de tanta desinformación y tanta mentira”, manifestó.

Yo me voy a dedicar personalmente a cambiar el Ecuador
El mandatario dijo que tras el triunfo en el referendo y la consulta popular, él y su equipode Gobierno se dedicarán "personalmente a cambiar el Ecuador en paz y democracia".

"Hoy se da un paso transcendental en paz, en democracia, para la patria nueva. El que ha triunfado es el pueblo ecuatoriano, la verdad", dijo

El mandatario añadió que este resultado es además "un acto de confianza en el presidente, es la fe en el futuro, en la necesidad de cambiar este país en democracia".

"Que esta victoria (...) de este sueño que se llama 'revolución ciudadana', sea el mejor homenaje para nuestras madres, porque vamos a trabajar denodadamente para mejorar la seguridad, la justicia, un ambiente sano sin casinos, sin espectáculos violentos para nuestros jóvenes", sostuvo.

Resultados premilinares a boca de urna, autorizados por el Consejo Nacional Electoral (CNE), dieron la victoria a la opción del "Sí" en las 9 de las 10 preguntas del referendo y consulta popular realizados este sábado en Ecuador. La pregunta 8 sobre la muertes de animales se desconoce porque su definición es cantonal y no nacional.

Tras el inicio de cierre de mesas realizado a las 17H00 horas locales (22H00 GMT), medios de comunicación iniciaron la divulgación de los primeros sondeos (exit polls).

teleSUR/ ao-PR


terça-feira, 3 de maio de 2011

Carta Final do III Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais

3º Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais:
Minas não quer CHOQUE, quer TERRA, TRABALHO e EDUCAÇÃO!

Belo Horizonte, 02 de maio de 2011


MINAS PRECISA SER governada pelo seu povo. Hoje a gestão Anastasia governa para as grandes empresas transnacionais que atuam na mineração, no agronégócio, na energia e em outros setores, entregando nossos recursos naturais e criminalizando e reprimindo os movimentos organizados que lutam pela garantia dos direitos. Mas os trabalhadores e as trabalhadoras não aceitam esse projeto e reagem com mobilizações populares, com a retomada das lutas e da articulação por um Projeto Popular para Minas Gerais. As amplas maiorias desse estado, as forças progressistas e democráticas não tardarão a realizar  transformações  estruturais  que  democratizem o acesso à cultura, educação, saúde, terra e trabalho. 
               
Nesse sentido, o 3º Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais, realizado na Praça da Assembléia Legislativa em Belo Horizonte, entre os dias 30 de abril e 02 de maio, demonstra a força dos movimentos sociais e o desejo de mudança. Mais de 2 mil participantes, de 100 organizações sindicais, estudantis e populares de todos os cantos de Minas, deram o exemplo da força da unidade para conquistar seus direitos, reivindicando: 

1) Redução da jornada de trabalho, sem redução de salário.
2) Implantação do piso salarial estadual.
3) Educação infantil ampla e gratuita: creches públicas de qualidade para todas as crianças de 0 a 6 anos.
4) Reforma agrária popular:  pela suspensão dos despejos, por um plano de desenvolvimento dos assentamentos rurais e o imediato assentamento das 3 mil famílias acampadas.
5) Redução das tarifas públicas de energia, gás, água e transporte público que encarecem o custo de vida das famílias de trabalhadores. 
6) Política de moradia popular e contra os despejos arbitrários anunciados pela Prefeitura de Belo Horizonte.
7) Aplicação da política do meio-passe para todos estudantes.
8) Contra o atual modelo de mineração adotado pelo estado que favorece o lucro das empresas internacionais e gera grandes impactos ambientais e sociais.
9) Pelo fim da ROTAM e contra a política de segurança pública que criminaliza os pobres e a pobreza.
10) Responsabilizar as empresas pelos acidentes de trabalhos.
11) Contra o uso de agrotóxico e pelo insentivo da produção de alimentos saudáveis.

Continuaremos mobilizados, pois só há conquista para os trabalhadores e as trabalhadoras com luta do povo organizado! Convidamos todo o povo mineiro para participar dessa marcha, unificados na construção de um Projeto Popular para o Brasil!

Para ter a liberdade, ainda que tardia, é preciso ir a luta e derrotar burguesia.

Organizações participantes do 3º Encontro:
ABEEF
AGB
ALEM
APACA
APJ
Asav
Beija Lírios
CA Agro UFV
CA MED UFU
CAAP UFMG
CACS UFMG
CACS Unimontes
CIMI
Coletivo Aranã
Coletivo Piracema
Coletivo Urucum
Coletivo Viramundo
Comunidades Quilombolas
Conan
CONCLAEA
CPT
DCE Anhanguera
DCE UFMG
DCE Una
DCE Alfenas
DCE UFSJ
DCE UFV
DCE UFVJM
ENEBIO
ENESSO
Entidades do 3º Setor
Feab
Feac
Femeh
Grêmio do CEFET
Grêmio Estadual Central
MMM
MEL
MINGA Juvenil
MNLMMLB
MPA
MTD
MSP
Ocupação Dandara
Ocupação Irmã Dorothy
Pastorais Sociais
Retalho de Fulô
Somos a Massa Crítica de BH
Sindágua
Sindigasmig
Sindijornalistas
Sindimassas
Sindimetal
Sindrodoviários
Sintrocel
STR´s
UJS
Unegro
USW – Canadá
Via Campesina

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Notas sobre o III Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais - parte 1

Hoje chegamos ao final do segundo dia do III Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais. Quando cheguei aqui em Belo Horizonte ontem, mais ou menos seis da manha, qual não foi a minha surpresa (e imagino que tenha sido a mesma para todas as pessoas que chegaram para participar no fim de semana) a animação e energia que os companheiros da Via Campesina demonstraram ao nos receber. Puxa vida, afinal aqueles camponeses estavam acampados desde segunda-feira na praça da Assembleia Legislativa de Minas. Essa é a verdadeira mística que a militância desperta e constrói nas pessoas.

No primeiro dia tivemos um espaço de conjuntura e outro sobre reforma agrária e urbana. Tivemos a oportunidade de conhecer trabalhos de organização do povo e suas lutas e debater os principais desafios que estão colocados para os trabalhadores. Hoje foi a vez de debatermos sobre as demandas dos sindicatos e centrais sindicais, bem como as principais lutas encampadas pela Assembleia Popular, tais como redução das tarifas sociais (água, energia, transporte público, etc.), a criminalização da pobreza e dos pobres, o extermínio da juventude, entre outras.

O que fica marcado nesse III Encontro e que esteve presente em quase todas as falas e intervenções é a unidade das forças de esquerda. O próprio encontro surge com esse objetivo. Mas é com grande esperança que ouvi diversas forças, seja do campo ou da cidade, de movimentos sociais populares ou sindicatos, falando que o grande desafio da esquerda é construir a unidade, não só na teoria, mas em ações concretas; não só em momentos pontuais, como o Encontro, mas de forma mais constante. Fica muito forte a necessidade dessa construção da unidade ir além do III Encontro.

Outro destaque do Encontro foram as culturais. Ontem tivemos um violeiro que animou os participantes, com cirandas e forrós. E hoje tivemos uma apresentação teatral como o Grupo  ZAP18 - Zona de Arte da Periferia – com a peça 1961-2011.

Por hoje é isso companheiros, nos próximos dias posto aqui mais comentários sobre o Encontro, principalmente contando como foi o último dia e o fechamento do Encontro, que marca também essa grande jornada de lutas que está ocorrendo nessa semana.

Inté.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

III Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais


Companheiros e companheiras,

enquanto tomamos café, gostaria de convidar, convocar, chamar, a todos para participarem do III Encontro dos   Movimentos Sociais de Minas Gerais, que faz parte de uma grande jornada de lutas que envolve todo o Estado.

Ao lado divulgo o link da site do III Encontro. Abaixo, segue texto com as pautas de discussão que serão levantadas por todos os movimentos envolvidos na construção do encontro.

Venha participar!!!



Minas não quer CHOQUE, quer TERRA, TRABALHO e EDUCAÇÃO! 
 
Essa é a palavra de ordem dos Movimentos Sociais que denunciam o projeto político do governo de Minas, que privilegia o lucro das grandes empresas e reprime os/as trabalhadores/as que exigem seus direitos básicos, como moradia, melhores condições de trabalho e ensino público de qualidade.
Nesse sentido, os Movimentos Sociais de Minas Gerais, unidos pelo desejo de mudança da sociedade, convidam todo o povo mineiro a participar do 3º Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais: por um Projeto Popular para o Brasil, que acontecerá em Belo Horizonte, entre dias 30 de abril e 02 de maio de 2011.

Entre as principais propostas do Encontro, destacam-se as seguintes reivindicações:

1)  Redução da Jornada de Trabalho de 44 para 40 horas, sem redução de salário.
2)  Implantação do Piso Salarial estadual.
3)  Por uma política de moradia popular e contra os despejos arbitrários anunciados pela Prefeitura de Belo Horizonte.
4)  Educação infantil ampla e gratuita.
5)  Por uma política de Reforma Agrária efetiva.
6)  Pela redução das tarifas públicas, em especial, as tarifas de energia, gás, água e transporte público.
7)  Pela aplicação da política do meio-passe para todos os estudantes.
8)  Contra o atual modelo de mineração adotado pelo estado, que favorece o lucro das empresas internacionais e gera grandes impactos ambientais.
9)  Pelo fim da ROTAM e contra a política de segurança pública que criminaliza os pobres.