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terça-feira, 2 de agosto de 2011

“Desenhando a revolução”!

Aquarela - Manifestação 2, por Inti

Nada melhor do que tomar um bom café acompanhado de arte. Seja ouvindo uma boa música, lendo um livro, ou contemplando um bom quadro.

Hoje, enquanto twitava, “tropecei” no Blog do Inti-Arte. Resolvi dar uma olhada. Só poderia passar aqui o que eu senti quando vi os desenhos e as pinturas se fosse um poeta. Não sou um entendedor de artes plásticas. Vou mais pelas sensações que a pintura me dá. Acho que não preciso dizer aqui que gostei muito das pinturas que vi ali no Inti-Arte.

Lembrei de quando fiz uma matéria de mestrado na UFMG, chamada Estética e Ontologia da Arte- Arte Engajada. Isso já faz alguns anos e esses anos já foram suficientes para transformar minhas lembranças das aulas em algo esfumaçado, neblinado, algo mais sensitivo do que imagético. Mas lembro-me de um debate que travamos em mais de uma ocasião. E esse debate se dava mais ou menos no seguinte argumento: “será que a arte (engajada), ao tomar “partido”, não se torna mais publicidade do que arte?” É claro que na época fazíamos esse debate com mais profundidade e complexidade do que a forma como coloquei aqui, mas podemos sintetizar assim.

Lembrei-me disso porque o Inti-Arte respondeu de forma definitiva essa pergunta pra mim.

Com essa postagem, quero pedir que o Inti continue pintado, “Desenhando a revolução”!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Desenvolvimento, dependência e distribuição de renda


Reproduzo aqui excelente artigo de Guilherme Delgado, publicado no jornal Brasil de Fato. Neste artigo, o autor traz elementos e reflexões que nos ajudam a pensar melhor sobre o Governo Dilma (entendendo-o como continuidade do Governo Lula). O governo Lula/Dilma vem dividindo as análises e consequentes posturas das diversas forças de esquerda. De um lado estão aquelas que identificam no governo PT a pura e simples representação da burguesia, da política neoliberal, não havendo assim diferença entre os governos do PT e do PSDB. Do outro lado estão aqueles que veem o governo Lula/Dilma em disputa. Ou seja, diante de tamanho arco de alianças que foram necessárias para alcançar o sucesso na estratégia eleitoral, dentro dos governos PT temos setores diversos da burguesia e da classe trabalhadora. Assim, o nosso papel seria pressionar e mobilizar as massas para “puxar” o governo para a esquerda.

Como pano de fundo dessa dualidade perante o governo PT está a estratégia adotado nos oito anos (indo para nove). Afinal, essa estratégia desenvolvimentista, com “distribuição” de renda através de programas sociais, sem reformas estruturais que possam garantir sustentabilidade para uma distribuição de renda, serve a quem: à burguesia ou aos trabalhadores?

É claro que aqui nesse ponto estou pressupondo que Marx estava certo que na relação entre as classes quando um ganho o outro necessariamente perde, pois tendo interesses inconciliáveis, um tal “governo de coalizão”  ou “governo de conciliação” seria impossível. E a partir disso, fico pensando se não estamos nos engando quando dizemos que a classe trabalhadora obteve ganhos reais no último período. Reconheço que do ponto de vista econômico, a renda dos trabalhadores aumentaram acima da inflação. Contudo, a burguesia não parte do seu bolo, ao contrário, esse aumentou e aumentou muito mais do que os “ganhos reais” que a classe trabalhadora obteve. E isso só foi possível por um momento da economia externa favorável, permitindo um crescimento da economia brasileira. Ora, se eu tenho uma participação no bolo, num determinado momento, de 5%, e num segundo momento essa participação passa a ser de 4% (mesmo esses 4% sendo maiores do que os 5% do primeiro momento), eu entendo que, mesmo aparentemente estando a ganhar mais, na verdade tive perdas durante esse período.

Bom, minha apropriação de economia só me permitir vir até esse questionamento. Gostaria inclusive de que através do debate franco, os camaradas que tiverem mais elementos para clarear essas questões que contribuam.

Para ler o artigo de Guilherme Delgado, clique no link abaixo para ver a postagem completa, ou clique aqui para ver no site do Brasil de Fato.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Google e Facebook não têm nada de revolucionário

Reproduzo texto do blog Pílulas Diárias


As revoltas na África, Oriente Médio e Europa animam a esquerda mundial. O entusiasmo é ainda maior em relação às ações organizadas através das “redes sociais”. Muito justo. Mas, vamos com calma.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

#Eblog, muito mais que virtual: Anticapitalista e libertário

#Eblog, muito mais que virtual: Anticapitalista e libertário
Quem somos
O #Eblog é um grupo de blogueir@s de esquerda, unidos ao redor das bandeiras anticapitalista, antirracismo, antihomofobia, antimachismo, feminista, ecossocialista, em defesa dos povos indígenas e quilombolas, sobretudo pelas lutas cotidianas das trabalhadoras e dos trabalhadores pela emancipação de sua classe internacionalmente, que defende uma concepção material de democracia socialista, revolucionária, de baixo para cima e feita e vivida e instaurada cotidianamente pelos de baixo, isto é, que não se restrinja à democracia capitalista liberal e sua liberdade formal e seus direitos abstratos.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sigilo ou vergonha?, por Frei Betto

No Jornal Brasil de Fato, ed. 434





Há 141 anos terminou a Guerra do Paraguai. Durou de 1864 a 1870. Ao longo de seis anos, Brasil, Argentina e Uruguai, instigados pela Inglaterra, combateram os paraguaios. O pretexto era derrubar o ditador Solano López e impedir que o Paraguai, país independente e sem miséria, abrisse uma saída para o mar.

Por Frei Betto

O Brasil enviou 150 mil homens para o campo de batalha. Desses, tombaram 50 mil. Do lado paraguaio foram mortos 300 mil, 20% da população do país. E o Brasil abocanhou 40% do território da nação vizinha.

Até hoje o acesso aos documentos do conflito estão proibidos a quem pretende investigá-los. Por quê? Talvez o sigilo imposto sirva para cobrir a vergonhosa atuação de Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro, que comandou nossas tropas na guerra. E do Conde D’Eu, genro de Dom Pedro II, que sucedeu o duque no massacre aos paraguaios.

Os arquivos ultrassecretos do Brasil podem permanecer sigilosos por 30 anos. O presidente da República pode prorrogar o prazo por mais 30, indefinidamente. Eternamente.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A greve é um direito conquistado pelos trabalhadores



Editorial do Brasil de Fato ed.434: Reconquistar o direito de greve

Hoje mesmo postei um artigo escrito por mim defendendo que as lutas dos trabalhadores agora não são, ou não mais devem ser, somente por salários ou melhores condições de trabalho e que o momento nos exige lutas pela liberdade de expressão, pelo direito de lutarmos.

Na mesma linha, abaixo reproduzo o Editorial do Jornal Brasil de Fato, da edição desta semana (nº434)


"Eis um desafio decisivo para a classe trabalhadora. Reconquistar o direito de greve não será obra de apenas uma categoria e exigirá a unidade do movimento sindical, que segue se pulverizando, consumido em disputas internas pela disputa dos aparatos. Pautar a reconquista do direito de greve, denunciar seu esvaziamento é uma tarefa que não pode ser postergada e deve ser priorizada pelos que apostam na construção de uma concepção classista no movimento sindical."



Se uma greve não pode interromper a produção
ou os serviços não tem eficácia

22/06/2011

Editorial ed. 434

Nas últimas semanas, importantes categorias enfrentaram suas campanhas salariais nas várias regiões do país. Entre elas, os metroviários, eletricitários, urbanitários, condutores de ônibus, ferroviários e trabalhadores em saneamento. Todos enquadrados no conceito de trabalhadores em atividades essenciais. A lei exige que publiquem editais com 72 horas de antecedência avisando a população da greve. Assim que os editais são publicados o Ministério Público do Trabalho ingressa com um pedido de liminar sobre a greve. Antes mesmo da greve se iniciar os Tribunais Regionais do Trabalho concedem liminares exigindo que até 90% dos trabalhadores permaneçam trabalhando, assegurando o atendimento dos serviços considerados “inadiáveis”. Estabelecem multas de até R$ 200 mil reais por dia, caso os sindicatos não cumpram a ordem judicial. O valor da multa e os percentuais variam em cada região, mas sempre determinam que se assegure 100% das atividades em funcionamento.

Como é possível uma greve com apenas 10% dos trabalhadores?

A luta é por LIBERDADE!

Infelizmente não consegui descobrir quem é o autor.
A greve dos policiais civis de Minas Gerais continua... junto com eles agora também estão os professores da rede estadual... os trabalhadores das obras do Mineirão estavam em greve (voltaram a trabalhar nessa semana)... Os trabalhadores da saúde estão em alerta... nacionalmente temos vários estados nos quais professores, bombeiros, policiais, servidores administrativos das universidades federais, trabalhadores da Wolksvagem no Paraná, estudantes universitários e secundaristas... Várias dessas greves e protestos tiveram ao menos uma coisa em comum: foram criminalizadas e fortemente reprimidas, seja via judiciário, seja por meio dos batalhões de choque da Polícia Militar.

E fica uma pergunta no ar: quantos desses acontecimentos foram notícia na imprensa burguesa? Há um silêncio, um esforço intencional em não noticiar todas essas mobilizações. Afinal, não interessa que os trabalhadores saibam que há trabalhadores em movimento, organizados, lutando por melhores condições de trabalho e vida.


Não se trata mais de lutar por salários. Agora a luta é maior, a luta é por democracia, pelo direito de se manifestar, pelo direito de liberdade de expressão.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Brasil: que País é esse? (II)

por Roberta Traspadini, no site do Brasil de Fato:


A história da dominação no Brasil encontra no capitalismo uma forma sem precedentes de apropriação da riqueza por poucos sujeitos

14/06/2011

Roberta Traspadini

Uma das características marcantes do modo de produção capitalista é a necessidade de criar mecanismos de conformação e manutenção de poder.

Entre eles, está a divisão social e internacional do trabalho e a lógica de funcionamento que provoca mutações para que os órgãos vitais apareçam e se desenvolvam como não vitais.

A separação dos sujeitos da realização de suas vidas, a precarização das condições de trabalho e de pertença aos territórios, acentuou os vínculos de dependência e subordinação dos que vivem da venda de seu trabalho.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

István Mészáros no Brasil


Considerado um dos principais pensadores marxistas da atualidade, o filósofo István Mészáros vem ao Brasil para lançamento de dois livros.


Reproduzo aqui entrevista feita por e-mail pela jornalita Claudia Antunes e publicada na Folha de São Paulo.



Europa virou sistema de partido único, diz filósofo húngaro


CLAUDIA ANTUNES
DO RIO

A última crise financeira enterrou os resquícios de diferença entre social-democratas e conservadores na Europa e vale para o continente a frase que o escritor Gore Vidal cunhou para caracterizar os EUA: é um sistema de um só partido com duas alas direitistas.

A afirmação é do filósofo húngaro István Mészáros, professor emérito da Universidade de Sussex (Reino Unido), que chega ao Brasil nesta semana para lançar livros e fazer palestras em quatro capitais. "É irônico que na Grécia e na Espanha a tarefa de impor uma dureza cada vez maior aos trabalhadores tenha sido passada a governos ditos socialistas e assumida por eles. Se quisermos superar a paralisia imposta pelo 'sistema de partido único', é preciso mudar o processo de tomada de decisões políticas", disse ele em entrevista à Folha.

Considerado um dos principais teóricos marxistas vivos, Mészáros, 81, deixou a Hungria após a invasão soviética de 1956. Se notabilizou pelas críticas à gestão opressiva no antigo bloco socialista, contidas em seu livro "Para Além do Capital" (Boitempo). Para ele, a crise que se manifesta hoje nos países ricos é estrutural e não parte dos movimentos cíclicos tradicionais do capitalismo. Portanto, diz, não está no horizonte uma "longa onda ascendente" de recuperação econômica.

Mészáros participa neste mês no Brasil de eventos de lançamento de um livro de ensaios em sua homenagem ("István Mészáros e os Desafios do Tempo Histórico") e do segundo volume de sua obra "Estrutura Social e Formas de Consciência", ambos da editora Boitempo. As apresentações ocorrerão no dia 8 em São Paulo e em seguida em Salvador (dia 13), Fortaleza (dia 16) e Rio de Janeiro (dia 20).

O trabalho acabou? - Artigo de Vito Gianotti

Reproduzo artigo de Vito Gianotti, no site do Brasil de Fato




O trabalho continua e com ele a luta de classes. A realidade mostra isso. Aumento da exploração, dos acidentes com mortes e resposta com revoltas e greves
03/06/2011

Vito Giannotti

Desde a falência das experiências socialistas do século 20, seladas pela queda do muro de Berlim, em 1989, muitos perderam a esperança num futuro, livre, justo e solidário. Muitos teóricos intelectuais, chefes de partido ou aguerridos militantes de esquerda se apressaram em dizer que o socialismo acabou, que a história chegou ao fim. E, com isso, as classes e a luta de classes teriam acabado. Nesta toada, quase todos os partidos comunistas esqueceram suas raízes e logo mudaram até de nome. O mesmo aconteceu com os partidos socialistas. A visão de muitos ex-esquerdas sejam estes professores-doutores, burocratas da esquerda bem comportada ou antigos militantes radicais, pode se resumir a três “adeus”: adeus ao trabalho, adeus à luta de classes, adeus ao socialismo.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Peraí! Quem está controlando os protestos de rua?

De Leonardo Sakamoto, no Blog do Sakamoto
23/05/2011

Muitos representantes políticos não entendem como manifestações que recentemente ocorreram pelo país e pelo mundo não foram organizadas por partidos e associações, mas sim em um processo descentralizado. Que brotou espontaneamente a partir da insatisfação popular tanto à persistência de problemas existentes quanto aos tipos de soluções que vêm sendo dadas pelos próprios representantes políticos a esses problemas.

Os políticos tradicionais têm dificuldade em assimilar como Twitter e Facebook funcionam. Acreditam que são apenas um espaço para marketing pessoal ou, no máximo, um canal para fluir informação ou atingir o eleitor. Há também os que crêem que redes sociais funcionam como entidades em si e não como plataformas de construção política onde vozes dissonantes ganham escala, pois não são mediadas pelos veículos tradicionais de comunicação.


O povo é mero detalhe: O PSOL, a Direita e a hipocrisia da política cega

Reproduzo artigo do Jornalista e Blogueiro Raphael Tsavkko, em seu blog http://www.tsavkko.com.br/ :


Uma coisa engraçada que sempre acontece é a de críticos do PSOL terem a mania de me copiarem em suas críticas ao partido no Twitter.

Eu não sou filiado ou militante do partido e sempre deixei claro isto. Mas admito - e com prazer - que tenho enorme simpatia pelo partido e grande admiração pelo Ivan, Plínio, Jean e tantos outros, da mesma forma que escancaro minhas críticas sem pena ou medo - coisa que muito petista que me critica não tem coragem de fazer contra seu próprio partido, seja ele filiado, militante ou simpatizante.

Pois bem, há muito que venho lendo - ou sendo forçado a ler, mesmo de quem sequer sigo - que o PSOL se alia com a direita (PSDB/DEM/PPS) para atacar o governo de esquerda do PT (a frase inteira deveria estar carregada de aspas).

O engraçado é que quando o PSOL apoia uma CPI contra o Palocci, por exemplo, que também tem a participação dos partidos de direita já citados, os críticos fazem questão de nomear todos estes partidos, apontando, criticando...

"PSOL alia-se ao DEM/PSDB/PPS para criar CPI d caso Palocci http://bit.ly/mgxfyM Aliando-se ao ACM Neto, Roberto Freire, Álvaro Dias? beleza!"

Mas quando fala-se em governo, é do PT. Ponto. Mas porque não do PT, PMDB, PSB, PCdoB, PDT, PP, PR, PTB, PRB, PHS, PTC, PTdoB, PMN e PSC (esqueci de alguma?)?

PHS é partido de esquerda? Seria o PP de Maluf e Bolsonaro (sim, BOLSONARO) de esquerda? Ou talvez os partidos ligados aos fanáticos cristãos da bancada da família, evangélica e etc como PSC e PTC seriam autênticos comunistas (em comum talvez só o fato de comer criancinhas, né?).

Mas o PRB, da Igreja universal é de esquerda! Hmmmm, não, não é, assim como não é o PMN, o PTB ou o PTdoB e muito menos o PR, mistura de Partido Liberal com o neofascista PRONA do Enéas!

Sobrou o PSB que até pouco tempo professava o socialismo empresarial com o Skaf (agora no PMDB, do MESMO governo)... O Chalita, que também era do PSB então, deveria ser uma espécie de guru do comunismo new age, ou um Stálin espiritualizado ligado à ala conservadora e estridente da igreja católica, a Renovação Carismática.

Já o PDT temos o maravilhoso exemplo do Paulinho da Força, incontestável liderança paulista da sigla que não tem problemas em dizer, como todo bom esquerdista, suponho, que papel da mulher é servir de puta pra trabalhador não se revoltar.

Mas sobrou o PCdoB, sem dúvida os comunistas salvam o grupo, não? Não. Netinho "Espancador de mulheres" de Paula, Protógenes "eu adoro o Kassab" Queiroz, Aldo "Ruralista" Rebelo... E aliados do Kassab na mais absurda Surrealpolitik já vista na história deste país!

Não, sobrou o PMDB... Esse nem precisa comentar. Quércia (que o capeta o guarde), Temer, Sarney.. sim, o Sarney velho de guerra que tanto bem faz ao Maranhão!

Ah, e o Collor tá aí no meio, perdido em algum lugar, mas amigo íntimo do governo... petista?

E o próprio PT, enfim. Tem MUITA gente boa, como o Paulo Teixeira... Mas tem o Palocci, o Vaccarezza (vendido pra Monsanto, mas tem espaço pra mais patrocínio, quem dá mais?), Mercadante (mais tucano q a encomenda) e muitos outros pra fazer a festa da... esquerda?!

Meus caros amigos petistas fanáticos, antes de querer criticar o PSOL por apoiar uma CPI contra um canalha como o Palocci (e tenho o Fabio Konder Comparato pra me apoiar, precisa de mais? Ou ele também virou aliado do PIG, virou canalha e etc?), dizendo que o partido se aliou com a direita, olhem pra si mesmos, olhem pro seu governo, com ministérios com Nelson Jobim, Ana "ECAD" de Hollanda e tantas outras pérolas e, por favor, enfiem sua hipocrisia lá onde o sol não bate.

Antes de dizer que o PSOL "se aliou" com Alvaro Dias, ACM e etc prestem atenção que o PT está efetiva e incontestavelmente ALIADO com Sarney, Collor, Inocêncio de Oliveira e mais uma penca de seres detestáveis, desprezíveis e nem remotamente de esquerda.

E isto porque o Kassab ainda nem entrou oficialmente na ala governista! Com a Kátia Abreu junto!

Esquerda... claro! O nome disto é hipocrisia e, em muitos casos, falta de caráter.

PS: eu tenho plena consciência de que tanto no PCdoB quanto no PSB ou no PDT ainda resistem pessoas decentes, como Miro Borges, Erundina ou o Brizola Neto, antes que me acusem de só ver o lado ruim.

Em tempo, me pergunto aos grandes defensores da esquerda, da legalidade, especialmente agora com este caso Palocci, porque o PT não apresenta proposta (que segundo o Chico Alencar já foi discutido e apresentado pelo PSOL, mas obviamente deve estar em algum fundo de gaveta) obrigando TODO político que pretende assumir cargo público (seja vereador do interior até presidente e ministros) abra mão de seu sigilo fiscal e evite constrangimentos?

Ou melhor, evite a roubalheira mesmo!?

Garanto que nem 10% dos parlamentares eleitos hoje se apresentariam para um novo mandato.

Mas, claro, algo assim sequer é discutido. A proposta do PSOL teve o mesmo fim que a da Erundina de propor plebisicito para que salário de parlamentar seja reajustado. Político no Brasil, na maioria dos casos, só se importa em aumentar seus rendimentos. O povo é mero detalhe.

Em tempo, não dou a mínima se a mídia, o PIG ou o diabo estão querendo usar o Palocci pra atacar o governo. Que ISTO seja denunciado, mas não impeça a crítica de esquerda ao Palocci, a crítica legítima, que mesmo a Carta Capital (virou PIG?) fez e MUITA gente de esquerda vem fazendo.

Blindar o Palocci é tão ou mais estúpido que blindar a Ana de Hollanda ou o Nelson Jobim, como se estes canalhas fizessem o mesmo caso o barco afundando não fosse o deles.

Fidelidade é lindo, mas tem que ser recíproco e é diferente de ser conivente e cúmplice.

Eu quero que Palocci, Ana de Hollanda, Jobim e metade dos canalhas que se aboletaram no governo caiam, faço pressão por isso e sou de esquerda. Meu (nosso) protesto é legítimo e não importa o que façam, não será calado.

O Partido da Imprensa Favorável (glorioso PIF) não nota, mas presta um desserviço ao próprio governo que diz defender.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A batalha do Código Florestal | BRASIL de FATO

Reproduzo editorial do Jornal Brasil de Fato sobre a votação do Código Florestal (para ler o editorial no site do Brasil de Fato, clique aqui).



Teremos ainda uma longa luta para que os bens da natureza tenham uma função social para todos os seres vivos desse território

18/05/2011

Editorial da edição 429 do Brasil de Fato

Na semana passada houve uma verdadeira batalha econômica, política e ideológica, travada entre diferentes interesses das classes sociais brasileiras, tendo como palco a Câmara dos Deputados. O objetivo: quem pode se apropriar dos bens da natureza de nosso território.

Qual é a situação atual? Há uma legislação em vigor, o Código Florestal brasileiro, que determina a manutenção de áreas de reservas (intocadas) de 80% de cada estabelecimento na Amazônia, e 35% no bioma do cerrado. E há as condicionantes de que nas beiras dos rios, riachos e no topo dos morros e montanhas é preciso preservar e recuperar, como forma de proteger nossa água potável.

Os capitalistas sempre agrediram a natureza, burlando a lei para buscar o lucro máximo, retirando a madeira, fazendo carvão, e colocando seus bois e a soja.

Muitos deles foram apanhados pelo Ibama em seus crimes ambientais e as multas somam mais de R$ 8 bilhões. Só 1% foi pago.

E claro, há muitos pequenos agricultores nas regiões Sudeste e Sul, que por falta de consciência, desconhecimento ou oportunismo, também desmataram até a beira dos rios e no topo das montanhas nos últimos 100 anos. Mas não são muitos; segundo levantamento governamental apenas 8% dos pequenos agricultores.

Com o avanço dos interesses do capital financeiro e das grandes empresas transnacionais do agronegócio sobre nossa agricultura, o Código Florestal representa uma barreira para expansão de sua sanha lucrativa. Por isso precisam derrubar os limites do código, para colocar o cerrado e amazônia à mercê da soja, do boi etc.

Por outro lado, os fazendeiros inadimplentes com as multas, entre eles 27 deputados federais da direita, entrarão no Serasa a partir de 11 de junho e não poderão acessar mais recursos públicos ou de crédito.

Ascendeu a luz amarela. Gastaram milhões para eleger sua bancada ruralista. Fizeram acordos posteriores e ofereceram seus votos para eleger o presidente da Câmara. Apostaram no apoio da Rede Globo e outros grandes jornais. Todo o circo montado para que o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que atendia seus interesses, tivesse votação célere, e a sociedade não se atentasse aos interesses que estão em jogo.

O governo encomendou uma pesquisa e percebeu que 95% da população brasileira é contra qualquer mudança que implique em desmatamento de nossa natureza. E a partir daí, começou a mexer-se.

Apresentou uma emenda alternativa ao relatório de Aldo Rebelo, e mesmo assim, dois deputados falsificaram a proposta ao levá-la ao plenário.

Tudo isso gerou indignação, e a maior parte da bancada do PT, PSOL e PV mobilizou-se para impedir a votação. Assim, ficamos livres, por enquanto, da votação das mudanças propostas pelo relatório de Aldo Rebelo. Os parlamentares direitistas querem votar logo porque sabem que têm a maioria da Câmara amarrada e não querem que a sociedade brasileira se mobilize. Por isso, o tempo funciona contra seus interesses.

Na semana passada houve também uma reunião em São Paulo com mais de 50 entidades nacionais, desde a CNBB, Greenpeace, setores da Contag, CUT, movimentos sociais do campo, da Via Campesina, e entidades ambientalistas, movimentos feministas. Todos contra o relatório de Aldo Rebelo. Lançaram um manifesto nacional e prometem aumentar a mobilização em suas bases.

O que está em jogo é se os bens da natureza que temos no nosso território devem ser usados em benefício de toda a sociedade ou liberados apenas para que a sanha do lucro fácil seja apropriado por fazendeiros, empresas estrangeiras e seus prepostos no Congresso Nacional.

A emenda do governo é mais sensata e pelo menos se contrapõe às mudanças mais espoliativas do relatório de Rebelo, embora não seja o ideal. Por isso, esperamos todos que haja um debate com toda a sociedade sobre as propostas em disputa. E quando for a votação na Câmara, que os interesses do povo brasileiro se sobreponham aos interesses da banca ruralista, financiada pelo poder econômico, pagos com mais de R$ 800 milhões na campanha eleitoral, como a imprensa divulgou na ocasião.

E depois, quando for ao Senado, esperamos que os senadores tenham mais juízo ainda. Afinal, lá há apenas 13 senadores ruralistas de um total de 81. E por fim, quando for à sanção presidencial, que a presidenta Dilma tenha mais juízo ainda e coragem em vetar tudo o que afete os interesses do povo.

E se o povo for derrotado em todas essas instâncias, cabem ainda ações de inconstitucionalidade, como promete fazer o Ministério Publico Federal. E aos movimentos sociais cabe lutar com suas bases por um plebiscito nacional que de fato discuta com todo povo, e ele decida sobre como quer usar os bens da natureza no Brasil.

Portanto, teremos ainda uma longa luta para que os bens da natureza tenham uma função social para todos os seres vivos desse território, e não apenas lucro para meia dúzia de oportunistas.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Carta Final do III Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais

3º Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais:
Minas não quer CHOQUE, quer TERRA, TRABALHO e EDUCAÇÃO!

Belo Horizonte, 02 de maio de 2011


MINAS PRECISA SER governada pelo seu povo. Hoje a gestão Anastasia governa para as grandes empresas transnacionais que atuam na mineração, no agronégócio, na energia e em outros setores, entregando nossos recursos naturais e criminalizando e reprimindo os movimentos organizados que lutam pela garantia dos direitos. Mas os trabalhadores e as trabalhadoras não aceitam esse projeto e reagem com mobilizações populares, com a retomada das lutas e da articulação por um Projeto Popular para Minas Gerais. As amplas maiorias desse estado, as forças progressistas e democráticas não tardarão a realizar  transformações  estruturais  que  democratizem o acesso à cultura, educação, saúde, terra e trabalho. 
               
Nesse sentido, o 3º Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais, realizado na Praça da Assembléia Legislativa em Belo Horizonte, entre os dias 30 de abril e 02 de maio, demonstra a força dos movimentos sociais e o desejo de mudança. Mais de 2 mil participantes, de 100 organizações sindicais, estudantis e populares de todos os cantos de Minas, deram o exemplo da força da unidade para conquistar seus direitos, reivindicando: 

1) Redução da jornada de trabalho, sem redução de salário.
2) Implantação do piso salarial estadual.
3) Educação infantil ampla e gratuita: creches públicas de qualidade para todas as crianças de 0 a 6 anos.
4) Reforma agrária popular:  pela suspensão dos despejos, por um plano de desenvolvimento dos assentamentos rurais e o imediato assentamento das 3 mil famílias acampadas.
5) Redução das tarifas públicas de energia, gás, água e transporte público que encarecem o custo de vida das famílias de trabalhadores. 
6) Política de moradia popular e contra os despejos arbitrários anunciados pela Prefeitura de Belo Horizonte.
7) Aplicação da política do meio-passe para todos estudantes.
8) Contra o atual modelo de mineração adotado pelo estado que favorece o lucro das empresas internacionais e gera grandes impactos ambientais e sociais.
9) Pelo fim da ROTAM e contra a política de segurança pública que criminaliza os pobres e a pobreza.
10) Responsabilizar as empresas pelos acidentes de trabalhos.
11) Contra o uso de agrotóxico e pelo insentivo da produção de alimentos saudáveis.

Continuaremos mobilizados, pois só há conquista para os trabalhadores e as trabalhadoras com luta do povo organizado! Convidamos todo o povo mineiro para participar dessa marcha, unificados na construção de um Projeto Popular para o Brasil!

Para ter a liberdade, ainda que tardia, é preciso ir a luta e derrotar burguesia.

Organizações participantes do 3º Encontro:
ABEEF
AGB
ALEM
APACA
APJ
Asav
Beija Lírios
CA Agro UFV
CA MED UFU
CAAP UFMG
CACS UFMG
CACS Unimontes
CIMI
Coletivo Aranã
Coletivo Piracema
Coletivo Urucum
Coletivo Viramundo
Comunidades Quilombolas
Conan
CONCLAEA
CPT
DCE Anhanguera
DCE UFMG
DCE Una
DCE Alfenas
DCE UFSJ
DCE UFV
DCE UFVJM
ENEBIO
ENESSO
Entidades do 3º Setor
Feab
Feac
Femeh
Grêmio do CEFET
Grêmio Estadual Central
MMM
MEL
MINGA Juvenil
MNLMMLB
MPA
MTD
MSP
Ocupação Dandara
Ocupação Irmã Dorothy
Pastorais Sociais
Retalho de Fulô
Somos a Massa Crítica de BH
Sindágua
Sindigasmig
Sindijornalistas
Sindimassas
Sindimetal
Sindrodoviários
Sintrocel
STR´s
UJS
Unegro
USW – Canadá
Via Campesina